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Modulação do fenótipo de células dendríticas pelo receptor para o fator ativador de plaquetas (PAFR) e consequências na resposta imune

Processo: 10/09120-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de outubro de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Sônia Jancar
Beneficiário:Marianna Mainardi Koga
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/03982-5 - Aspectos moleculares envolvidos na atividade microbicida e inflamatória de leucócitos no pulmão, AP.TEM
Assunto(s):Células dendríticas   Fator de ativação de plaquetas   Resposta imune   Apoptose   Carcinoma de Ehrlich   Melanoma   Modelos animais

Resumo

O receptor para o PAF (PAFR) é acoplado à proteína G e está localizado na membrana celular e nuclear de leucócitos e de vários outros tipos celulares. Evidências de nosso grupo e outros indicam que o PAFR tem papel relevante no estabelecimento do fenótipo supressor em macrófagos: a) a fagocitose de células apoptóticas favorece o fenótipo supressor; b) o PAFR está envolvido na fagocitose de células apoptóticas; c) durante o crescimento do Tumor Ascítico de Ehrlich os macrófagos apresentam um fenótipo supressor e isto é revertido com antagonistas de PAFR; d) a adição de células apoptóticas ou indução de apoptose aumenta o crescimento de tumores (Erhrich e melanoma murino) e antagonistas de PAFR inibem o crescimento destes tumores. Com relação às células dendríticas (DCs), sabe-se que elas expressam PAFR e desenvolvem um fenótipo supressor ao fagocitarem células apoptóticas. Com base nestes dados postulamos que o estado funcional das DCs possa ser modulado pela ativação do PAFR de forma semelhante à observada em macrófagos. Dados preliminares de nosso laboratório mostraram que a ativação do PAFR pelo agonista em DCs imaturas diminuiu a produção de IL-12 e aumentou a produção de IL-10, após estímulo com LPS, induzindo assim características supressoras nas DCs. O presente projeto tem por objetivo investigar: (1) o papel de PAFR no processo de maturação de células dendríticas; (2) se a ativação do PAFR é determinante na indução do fenótipo supressor ou ativador; (3) se a ativação do PAFR pela fagocitose de células apoptóticas modularia o fenótipo das DCs à semelhança do que foi observado em macrófagos; (4) o fenótipo das DCs no ambiente tumoral e qual função de PAFR na modulação deste fenótipo. Para isto as células da medula óssea de camundongos C57BL/6, BALB/c e deficientes de PAFR serão diferenciadas para DCs pelo tratamento com GM-CSF. Após a diferenciação, as DCs serão tratadas com PAF ou células apoptóticas, seguido da maturação induzida por LPS ou TNFa. As DCs maduras serão definidas pela expressão de CD40, CD80 e CD86. O perfil de ativação das DCs será definido pela expressão de CCR7 e MHC-II (marcadores de ativação), CD36 e DC-SIGN (marcadores de supressão). Também será avaliada a produção de IL-12, TNFa, IL-10, TGF², PGE2 e LTB4. Como ensaio funcional será avaliada a capacidade das DCs em induzir a proliferação de células T. Em seguida observaremos o a presença de DCs em tumores experimentais murinos, assim como o papel de PAFR da determinação do fenótipo dessas células no microambiete tumoral. Os resultados obtidos com este projeto devem ampliar o conhecimento sobre a função do PAFR e eventualmente, possibilitar a modulação do fenótipo das DCs o que teria consequências importantes na imunidade inata e adaptativa. Além disso, encontrar formas de modular DCs in vitro pode melhorar a eficiência das terapias celulares que utilizam DCs contra tumores. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
KOGA, Marianna Mainardi. O PAF como regulador endógeno do fenótipo e função das células dendríticas.. 2015. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Ciências Biomédicas São Paulo.

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