| Processo: | 10/08506-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal |
| Pesquisador responsável: | Catarina de Fatima Pereira Teixeira |
| Beneficiário: | Márcio Hideki Matsubara |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Toxicologia Fosfolipases A2 Epoprostenol Venenos de serpentes Crotalus durissus |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antinflamação | celula endotelial | Crotalus durissus terrificus | Fosfolipase A2 | Prostaciclina | Receptores PPARs | Toxinologia |
Resumo Os venenos de serpentes da família Viperidae contêm fosfolipases A2 secretadas (sFLA2) que apresentam homologia estrutural e funcional com as de mamíferos. Essas enzimas, por hidrolisarem fosfolipídeos de membrana, liberam o ácido araquidônico (AA), substrato das enzimas ciclooxigenases (COXs) e precursor dos eicosanóides, importantes segundos mensageiros fisiológicos e inflamatórios. O componente majoritário do veneno da serpente Crotalus durissus terrificus (Cdt) é o heterodímero crotoxina, que possui uma fosfolipase A2 em sua composição. Esta FLA2 básica é denominada subunidade CB e possui atividades neurotóxica, miotóxica, anticoagulante e bactericida, além de exibir atividade antiinflamatória. Recentemente, demonstramos que esta subunidade fosfolipásica induz a liberação de prostaciclina (PGI2), a partir de células endoteliais, via atividade das COX-1 e 2 e indução protéica da isoforma COX-2, sendo a atividade catalítica das FLA2 essencial para os efeitos observados. A PGI2 é o principal metabólito do ácido araquidônico no endotélio. Este mediador exerce importante papel fisiológico ao regular o tônus vascular, as propriedades adesivas do endotélio e inibir a agregação plaquetária. Nesse sentido, estudos relacionados aos mecanismos moleculares envolvidos na produção deste mediador, induzida pela subunidade CB em células endoteliais, revestem-se de importância. Ainda, uma vez produzida, a PGI2 pode ativar de modo intrácrino receptores nucleares como o PPAR (peroxisome proliferator-activated receptor), cujo papel na regulação negativa de fatores inflamatórios está bem estabelecido. Considerando, portanto, que a PGI2 é um dos principais agonistas do PPAR na célula endotelial, é possível sugerir que os efeitos antiinflamatórios do veneno crotálico e seus componentes possam ser decorrentes da ativação destes receptores pelo prostanóide. Desse modo, este estudo visa caracterizar os efeitos da subunidade CB em células endoteliais quanto à(s): 1) vias de sinalização intracelular envolvidas na liberação de PGI2 (proteínas cinases p38MAPK, ERK, MEK, JNK e fator de transcrição NF-8B); 2) indução da expressão protéica da prostaciclina sintase 3) ativação dos receptores nucleares PPAR (±, ²/´ e ³) e a participação da PGI2 neste evento; 4) expressão gênica e protéica de moléculas de adesão (ICAM-1, VCAM-1 e E-selectina) e participação da PGI2 e dos receptores PPAR nesses efeitos. Tais estudos deverão contribuir para a melhor compreensão das ações da subunidade CB na patogenia do envenenamento crotálico e ampliar o conhecimento dos efeitos das FLA2 do grupo IIA no endotélio. Em adição, o detalhamento dos mecanismos moleculares da ação da subunidade CB, poderá evidenciar a aplicação desta proteína como ferramenta útil para estudos voltados ao desenvolvimento de novos agentes terapêuticos aplicáveis em doenças vasculares e/ou inflamatórias. | |
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