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Caracterização da proteína cinase c beta i nuclear das células tronco embrionárias murinas

Processo: 10/08798-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2010
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Deborah Schechtman
Beneficiário:José Matheus Camargo Bonatto
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Proteoma   Células-tronco embrionárias   Proteômica

Resumo

Células tronco embrionárias (CTE) são pluripotentes; proliferam mantendo a capacidade de se diferenciarem em diversos tipos celulares (auto-renovação). Para o uso eficiente das CTEs na terapia celular, necessita-se desvendar os processos moleculares específicos da diferenciação e da auto-renovação. Uma das estratégias para a identificação das cascatas de sinalização que levam à auto-renovação e diferenciação das CTEs é a interferência pontual sobre vias de sinalização especificas. A família das serina/treonina cinases proteínas cinases C (PKC) vem sendo apontada como importantes enzimas para os processos de proliferação e diferenciação das CTEs; todavia, a função exata de cada isoforma dessa família ainda não está clara. Através do desenvolvimento de moduladores específicos para as diferentes isoformas da PKC é possível elucidar o papel especifico destas proteínas. Dados anteriores do nosso laboratório indicam que dentre as PKCs expressas em CTE, formas cataliticamente ativas da PKC²I são altamente expressa no núcleo celular das CTE murinas sugerindo a importância desta enzima nestas células (Costa-Junior et al., 2010). Estudos de fosfoproteômica indicam que a maioria dos substratos diretos e indiretos da PKCbI em CTE indiferenciada estão envolvidos em processos de regulação da transcrição de proteínas envolvidas em processos de proliferação/ diferenciação como por exemplo fatores que controlam a transcrição e atividade de c-myc. Além disso, constatamos que durante a diferenciação das CTE em diversos tipos celulares (diferenciados) expressam a PKCbI no citoplasma e observamos também que nem todas as células diferenciadas expressam a PKCbI no núcleo. Juntos, estes dados contribuem para a hipótese de que a PKCbI possa estar envolvida em processos importantes das CTE indiferenciadas, como por exemplo a manutenção do seu estado indiferenciado. Desta forma dando continuidade aos resultados anteriores do laboratório; no presente projeto propomos, com técnicas de proteômica e fosfoproteômica identificar substratos nucleares diretos e indiretos da PKC²I em CTE indiferenciadas e no início do processo de diferenciação, e caracterizar estes substratos quanto à sua expressão e função em CTE indiferenciadas versus diferenciadas. A identificação e caracterização destes alvos da PKC²I poderá nos auxiliar a desvendar as cascatas de sinalização das CTE em processos de proliferação e auto-renovação.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GARAVELLO, NICOLE MILARE; PENA, DARLENE APARECIDA; CAMARGO BONATTO, JOSE MATHEUS; DUARTE, MARIANA LEMOS; COSTA-JUNIOR, HELIO MIRANDA; SCHUMACHER, ROBERT IVAN; FORTI, FABIO LUIS; SCHECHTMAN, DEBORAH. Activation of protein kinase C delta by psi delta RACK peptide promotes embryonic stem cell proliferation through ERK 1/2. JOURNAL OF PROTEOMICS, v. 94, p. 497-512, DEC 6 2013. Citações Web of Science: 5.

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