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Análise de histonas acetiladas em Schistosoma mansoni envolvidas na regulação epigenética da expressão gênica sob o efeito de inibidores de Histonas Deacetilases (HDAC)

Processo: 10/51067-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2010
Vigência (Término): 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Sergio Verjovski Almeida
Beneficiário:Leticia Anderson Bassi
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Esquistossomose   Schistosoma mansoni   Histona desacetilases   Expressão gênica   Análise em microsséries   Espectrometria de massas

Resumo

A Esquistossomose é uma doença parasitária que infecta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo. A espécie Schistosoma mansoni é o principal agente causador desta parasitose no Brasil, afetando principalmente a população de baixa renda. O tratamento com praziquantel é preconizado pela OMS, tendo uma eficácia acima de 90%, porém não impede a reinfecção, assim como há casos de resistência à droga. Existe portanto o interesse em encontrar novas drogas. Histonas Deacetilases (HDACs) são descritas como alvos terapêuticos em câncer. Os inibidores das HDACs promovem hiperacetilação de um determinado número de lisinas em histonas, ocasionando um relaxamento da cromatina. Com isso há desencadeamento de diversas vias de sinalização como apoptose e regulação da transcrição gênica. Recentemente foram descritas 3 enzimas HDAC classe I (1, 3 e 8) em Schistosoma mansoni bem como o uso de inibidores de HDAC (TSA e SAHA) desencadeando a apoptose em esquistossômulos. O presente projeto tem como objetivo a caracterização de histonas acetiladas por Espectrometria de Massa (MS) sob ação de drogas inibidoras de HDAC, para identificar uma possível alteração do padrão de acetilação das lisinas. Em paralelo iremos analisar, usando microarrays, a alteração da expressão gênica de esquistossômulos e vermes adultos tratados com os inibidores. Desta forma poderá se entender melhor o mecanismo epigenético de ação destas enzimas, e quais genes estarão regulados na presença de tais inibidores, podendo ser futuramente um alvo terapêutico no tratamento da Esquistossomose. (AU)