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Investigação de sinais prodrômicos e possíveis tratamentos preventivos em um modelo animal de esquizofrenia: a linhagem de Ratos SHR

Processo: 10/15023-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2010
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Vanessa Costhek Abílio
Beneficiário:Suzy Tamie Niigaki
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Esquizofrenia   Ratos endogâmicos SHR

Resumo

A esquizofrenia é um transtorno mental altamente incapacitante. Sua manifestação acontece no final da adolescência / início da vida adulta e acarreta graves prejuízos no desempenho cognitivo e social do portador bem como grande sofrimento para seus familiares. O tratamento é realizado com antipsicóticos que, embora representem um grande avanço da psicofarmacologia, não beneficiam todos os portadores. Mesmo os que se beneficiam podem sofrer recaídas que estão associadas ao agravamento da doença e desenvolver efeitos colaterais graves. Assim, a busca por sinais prodrômicos e possíveis tratamentos preventivos é de extrema importância. Considerando as dificuldades metodológicas e éticas provenientes do estudo com indivíduos em alto risco para o desenvolvimento de esquizofrenia, o uso de modelos animais torna-se fundamental.Nosso grupo - baseado no perfil comportamental, farmacológico e neuroquímico da linhagem SHR - tem sugerido que esta linhagem possa ser utilizada como um bom modelo para a investigação de diversos aspectos da esquizofrenia. Assim, este projeto tem como um primeiro objetivo a investigação na linhagem SHR de sinais prodrômicos comportamentais ou neuroquímicos que se manifestem durante a periadolescência / adolescência. Para tal serão avaliados comportamentos associados à esquizofrenia em animais SHR periadolescentes, já caracterizados por nós na idade adulta: prejuízos de interação social (associados aos sintomas negativos da esquizofrenia), aumento de locomoção (associado aos sintomas positivos), déficits de inibição pré-pulso (associados ao mau funcionamento de processos pré-atencionais), déficits de inibição latente (associados ao mau funcionamento de processos atencionais) e déficits de medo condicionado ao contexto (associados a prejuízos no entendimento de contextos emocionais). Serão avaliados também parâmetros da transmissão dopaminérgica (receptores D1 e D2) no córtex pré-frontal e núcleo accumbens, regiões relacionadas à fisiopatologia da esquizofrenia. Em seqüência, pretendemos verificar se o tratamento precoce com diferentes doses de antipsicóticos típicos e atípicos poderia ser efetivo em prevenir alterações comportamentais e neuroquímicas presentes na idade adulta. Investigaremos também o desenvolvimento de possíveis alterações comportamentais associadas aos efeitos colaterais promovidos por um tratamento prolongado com antipsicóticos: discinesia oral (modelo para o estudo da discinesia tardia) e sensibilização comportamental a anfetamina (modelo para o abuso de drogas). Por fim, pretendemos avaliar possíveis efeitos benéficos de um tratamento precoce com antioxidantes em conjunto ou não com antipsicóticos sobre as alterações comportamentais e/ou neuroquímicas associadas à esquizofrenia ou aos efeitos colaterais de seu tratamento. Tal sugestão baseia-se tanto no potencial antioxidante de antipsicóticos atípicos quanto no envolvimento do estresse oxidativo nos efeitos colaterais promovidos por antipsicóticos típicos. Em conclusão, a investigação de alterações comportamentais e/ou neuroquímicas precoces bem como de possíveis tratamentos preventivos na linhagem SHR pode trazer importantes contribuições para a identificação de sinais prodrômicos da esquizofrenia e o desenvolvimento e aprimoramento de possíveis tratamentos que impedissem ou atenuassem seu desenvolvimento e não promovessem graves efeitos colaterais.