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Desenvolvimento de fertilizante de liberação lenta a base de bio-óleo de resíduos agrícolas

Processo: 10/15145-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de outubro de 2010
Vigência (Término): 30 de junho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Engenharia Agrícola - Engenharia de Processamento de Produtos Agrícolas
Pesquisador responsável:Jussara Bertho Fantinatti
Beneficiário:Jussara Bertho Fantinatti
Empresa:Technes Agrícola Ltda (Technes)
Vinculado ao auxílio:09/52449-6 - Desenvolvimento de fertilizantes de liberação lenta a base de bio-óleo de resíduos agrícolas, AP.PIPE
Assunto(s):Pedologia   Fitossanidade   Fertilizantes   Bio-óleo   Resíduos agrícolas

Resumo

A demanda por fertilizantes é crescente devido à necessidade de aumento da produção de alimentos e de fibras naturais para abastecer a população que também cresce rapidamente. Além da agricultura tradicionalmente praticada para a produção de alimentos e fibras, o grande interesse na produção de biocombustíveis e agroenergia também aumentou muito a demanda por fertilizantes. Sendo o solo um recurso não renovável e vital para garantir a produção, a reposição de nutrientes e matéria orgânica no solo é imprescindível para atender as necessidades de produção. Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de tecnologia para a produção de fertilizante orgânico de liberação lenta de nitrogênio a partir dos produtos da pirólise rápida de resíduos agroindustriais. Especificamente será estudada a farinha de ossos, também conhecida por farinha de carne e ossos - FCO, por ser um material disponível no Estado de São Paulo e no Brasil e ter um alto teor de nitrogênio na sua composição elementar. Dos macronutrientes N, P e K (nitrogênio, fósforo e potássio), o nitrogênio é um elemento de baixa eficiência de aproveitamento por ser volátil e solúvel em água. Tecnologias têm sido desenvolvidas visando à liberação lenta do nitrogênio, porém os custos envolvidos são ainda muito elevados. Os produtos fundamentais da pirólise são o biocarvão e o bi-óleo. Dependendo do tipo de resíduo agroindustrial, o bio-óleo pode apresentar teores de nitrogênio (N) entre 1 e 15% podendo essa porcentagem ser maior quando reagido com uréia e/ou amônio. Para o PIPE Fase I deste projeto o bio-óleo obtido a partir da pirólise rápida será submetido a três diferentes reações químicas: Rota 1 incorporando uréia com e sem adição do biocarvão (BC) e Rota 2 incorporando hidróxido de amônio com e sem adição de BC e Rota 3 bio-óleo mais aquecimento com e sem adição de BC. Os produtos das reações serão caracterizados segundo a taxa de mineralização. Para o PIPE Fase II serão aplicados testes agronômicos (casa de vegetação) e será ampliada a unidade piloto de pirólise rápida da Bioware PPR-10 para a produção de grandes amostras de fertilizante. Isso permitirá a realização de testes agronômicos com potenciais clientes pilotos usando abertura de mercado; estudos de viabilidade técnica e econômica - EVTE e elaboração do plano de negócios para a comercialização da tecnologia Bioware de Fertilizante de Liberação Lenta (FLL). O que possibilitará a criação de casos de sucesso e a definição de estratégias de marketing para inserção da tecnologia Bioware no mercado. (AU)