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Caracterização do uso de drogas ototóxicas em recém-nascidos, atendidos na unidade de terapia intensiva neonatal, do hospital materno infantil (HCII), de janeiro a junho dos anos de 2004 e 2010

Processo: 10/16250-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2010
Vigência (Término): 31 de outubro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Carlos Alberto Lazarini
Beneficiário:Paloma Glauca Correa Brandão
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Neonatologia   Recém-nascido   Deficiência auditiva   Avaliação audiológica   Ototoxicidade

Resumo

A audição, principal sentido responsável pela aquisição da fala e linguagem da criança, quando comprometida provoca prejuízos não só no desenvolvimento da linguagem, mas também, no aspecto social, emocional e cognitivo. Dentre vários fatores responsáveis por causar perdas auditivas pode-se citar o uso de drogas ototóxicas logo após o nascimento, principalmente em UTI neonatal, por um período maior que cinco dias. A gentamicina e a amicacina, drogas antibióticas, são amplamente utilizadas para tratamento de infecções em recém-nascidos, com objetivo terapêutico e profilático, proporcionando um decréscimo na mortalidade perinatal, resultado do incremento nos cuidados neonatais, aumentando a sobrevida de crianças nascidas com baixo peso e muito baixo peso, porém aumentando a possibilidade de sequelas, entre as quais a auditiva. Estes fármacos são ototóxicos, pois lesam a cóclea, prejudicando o funcionamento coclear e levando à deficiência auditiva. Objetivo: Caracterizar a população de recém-nascidos, atendidos na UTI neonatal do Hospital Materno Infantil (HCII), da cidade de Marília, os quais foram submetidos a tratamento com drogas ototóxicas. Metodologia: Estudo descritivo transversal, com abordagem quantitativa, visando estudar o uso dos antibióticos ototóxicos administrados na UTI Neonatal do Hospital Materno Infantil (HCII), localizado na cidade de Marília-SP. Os dados serão obtidos a partir dos prontuários de pacientes recém-nascidos (0 a 28 dias de vida) residentes no município de Marília, que estiveram em algum momento na UTI neonatal e utilizaram medicação ototóxica, nos meses de janeiro à junho de 2004 e de 2010. As variáveis que serão estudadas são: data de nascimento, sexo, ápgar, peso ao nascer, altura, malformações e uso de antibióticos ototóxicos. Os dados de 2004 e 2010 serão comparados, processados e analisados manualmente pelos pesquisadores. Serão obtidas as frequências absolutas e relativas, e comparadas às variáveis selecionadas no estudo para verificação da existência de associação. Serão consideradas estatisticamente significativas as relações entre variáveis, em que pe0,05. Depois de coletar os dados serão realizadas entrevistas semi-estruturadas nos domicílios das crianças referente ao ano de 2004, que atualmente estarão com a idade aproximada de 6 anos. Esta entrevista será realizada com as mães e irá utilizar um guia de entrevistas com questões dirigidas para caracterização dos possíveis efeitos adversos do uso prolongado dos antibióticos, de acordo com a Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição. Todas as crianças referentes a este período de investigação serão convidadas à realizar avaliação audiológica, utilizando os seguintes testes: meatoscopia, audiometria tonal limiar, medidas de imitância acústica (timpanometria e pesquisa do reflexo acústico) e emissões otoacústicas evocadas por produto de distorção. Esta pesquisa será iniciada após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa para Seres Humanos da Faculdade de Medicina de Marília. (AU)

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