| Processo: | 10/08290-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2012 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Wilson Araújo da Silva Junior |
| Beneficiário: | Daniel Onofre Vidal |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Placenta Genética molecular Biomarcadores tumorais MicroRNAs Expressão gênica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | expressão gênica | Marcadores Tumorais | MicroRNAs | placenta | Tumores | Genética Molecular |
Resumo A placenta humana é um anexo embrionário altamente especializado derivada do córion que, em conjunto com as membranas fetais e o líquido amniótico, suporta o desenvolvimento normal do embrião e do feto. A placenta conta com um grupo especializado de células epiteliais (trofoblastos) que se caracterizam pela capacidade de proliferar e invadir o miométrio, proporcionando a fixação do embrião no útero. Essas características se assemelham aos mecanismos moleculares que as células tumorais utilizam durante a tumorigênese. Esta observação sugere que tanto a placenta como as células tumorais compartilham o mesmo programa genético para exercer sua função. Outra propriedade que ambas têm em comum é o escape da ação do sistema imune, ou seja, apresentem tolerância imunológica. A diferença consiste no fato de que na placenta tais mecanismos são rigorosamente regulados, enquanto que nos tumores esses processos são estocásticos. Uma série de genes envolvidos na regulação da proliferação e invasão da placenta podem ser regulados por microRNAs (miRNAs). Os miRNAs são moléculas pequenas de RNA não codificante que apresentam a capacidade de modular a expressão gênica de aproximadamente 30% dos genes de mamíferos associados a diversos processos biológicos como proliferação, invasão, adesão celular, metástase, entre outros. Na placenta, os miRNAs devem também exercer um papel importante na regulação de processos biológicos, principalmente naqueles envolvidos com o desenvolvimento da placenta. Uma vez que os trofoblastos compartilham mecanismos moleculares inerentes ao desenvolvimento de tumores, a placenta torna-se um modelo de estudo ideal para identificar novos genes ou vias gênicas envolvidas com a tumorigênese.miRNAs que apresentam uma expressão elevada na placenta e emdiferentes tipos de câncer, mas com expressão relativamente restrita emtecidos normais são potenciais alvos para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas de combate ao câncer. Assim, propomos avaliar a expressão global dos miRNAs e de seus alvos gênicos na placenta humana a partir do terceiro trimestre de gestação, com o intuito de identificar novos marcadores tumorais. (AU) | |
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