Busca avançada
Ano de início
Entree

Purificação da glucocerebrosidase humana recombinante produzida em células CHO e adaptação celular para cultivos em alta densidade

Processo: 10/16434-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2011
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Paulo Lee Ho
Beneficiário:Juliana Branco Novo
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Células CHO   Proteínas recombinantes   Doença de Gaucher

Resumo

A glucocerebrosidase (GCR) é uma enzima lisossomal responsável pela degradação do glicolipídeo glucocerebrosídeo em glicose e ceramida. A atividade deficiente da enzima resulta na doença de Gaucher, a mais comum das desordens de depósito lisossomal, caracterizada pelo acúmulo de glicolipídeos em macrófagos, especialmente no fígado, baço e medula óssea. Quando não há envolvimento neurológico, os doentes de Gaucher podem ser tratados com a enzima exógena, produzida em células de ovário de hasmter chinês (CHO), e reverter grande parte das manifestações clínicas. Porém, o medicamento disponível no mercado - Cerezyme® (Genzyme) - é extremamente custoso. No Brasil, os gastos apenas com a importação do medicamento (adquirido pelo SUS) chegam à ordem de 84 milhões de dólares por ano para tratar 610 pacientes. No entanto, este custo poderia ser consideravelmente reduzido com a produção da GCR no I. Butantan, que já dispõe da tecnologia do cultivo de células animais em sistemas de alta densidade. Assim, durante o doutoramento da pesquisadora Juliana Branco Novo, o cDNA da GCR foi clonado e a proteína recombinante foi expressa em células CHO (mutante DXB11). Um clone estável, expressando a GCR secretada, glicosilada e com atividade funcional foi selecionado para a produção em maior escala. Para isso, porém, faz-se necessário o desenvolvimento de uma metodologia de purificação para a GCR recombinante, com a exposição dos resíduos de manose. Além disso, é preciso adaptar as células CHO produtoras da GCR para o cultivo em ausência de soro fetal bovino e para o crescimento em larga escala. Assim, este projeto propõe o desenvolvimento destas etapas, de modo a dar continuidade ao trabalho iniciado no Centro de Biotecnologia do I. Butantan e viabilizar, futuramente, a produção da GCR recombinante para fins terapêuticos, a um custo reduzido, no Instituto.