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Imunoproteção de ilhotas pancreáticas microencapsuladas em diferentes polímeros Citoativos: análise de proteínas envolvidas no processo de apoptose

Processo: 10/18308-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2010
Vigência (Término): 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Thiago Rennó dos Mares Guia
Beneficiário:Talita Cristina de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ilhotas pancreáticas   Diabetes mellitus tipo 1   Terapia baseada em transplante de células e tecidos

Resumo

O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica causada pela destruição auto-imune das células beta pancreáticas, caracterizando-se pela deficiência de insulina, hiperglicemia e conseqüente comprometimento do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. As complicações a longo prazo, associadas a uma alta morbidade e mortalidade, incluem o desenvolvimento de vasculopatia e neuropatia diabéticas. Os tratamentos atuais para o DM1 são a insulinoterapia e, quando se faz necessário, o transplante de pâncreas. O transplante de ilhotas pancreáticas, ainda em fase experimental, desponta como uma alternativa promissora aos tratamentos existentes e vem sendo desenvolvido em diversos centros de pesquisa no mundo, inclusive o nosso (NUCEL-Núcleo de Terapia Celular e Molecular da USP). Contudo, pacientes que recebem transplantes de pâncreas ou ilhotas são submetidos a um regime de imunossupressão por toda a vida, o que gera um alto custo financeiro e, freqüentemente, causa efeitos colaterais importantes. O microencapsulamento de ilhotas pancreáticas em polímeros biocompatíveis possibilita o transplante das ilhotas sem a necessidade de imunossupressão. A imunomodulação obtida com esse método resulta das propriedades da membrana da cápsula, que é semipermeável, impedindo a entrada de células do sistema imune e anticorpos, mas garantindo, ao mesmo tempo, a difusão de metabólitos, nutrientes, eletrólitos, glicose e oxigênio e a saída da insulina secretada pelas ilhotas. A Biodritina é um material biocompatível, composto por alginato e sulfato de condroitina, utilizável no microencapsulamento de ilhotas pancreáticas (MARES-GUIA et al., 2003). Nosso grupo desenvolveu novos biomateriais, baseados na Biodritina, que contêm, em suas formulações, moléculas citoativas e citoprotetoras, que conferem vantagens às células ou tecidos microencapsulados. Estudos preliminares com essas novas formulações demonstraram um aumento da viabilidade e da funcionalidade das ilhotas microencapsuladas com essas substâncias citoativas. O presente projeto visa analisar a expressão e atividade de proteínas associadas à apoptose em ilhotas pancreáticas murinas microencapsuladas com as diferentes formulações de biomateriais e mantidas em cultura sob atmosferas de normóxia e de hipóxia, através da análise por Western Blotting e da mensuração de atividade de caspases.