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História natural de Hypsiboas prasinus (Anura: Hylidae) na Serra do Japi, município de Jundiaí, São Paulo, Brasil

Processo: 10/12942-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Pesquisador responsável:Célio Fernando Baptista Haddad
Beneficiário:Danilo Barêa Delgado
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Herpetologia   História natural

Resumo

Hypsiboas prasinus é um hilídeo generalista, podendo ocupar sítios de reprodução em áreas de mata, de borda de mata e abertas. É a espécie de anuro da Serra do Japi que consegue ocupar o maior número de micro-ambientes para a atividade de vocalização e desova. Possui hábitos noturnos e sua atividade de vocalização ocorre ao longo de todo o ano. O comportamento territorial dessa espécie se verifica durante disputas por sítios de vocalização e compreende vocalizações territoriais e, em menor freqüência, agressão física. O macho perdedor pode assumir a posição de satélite do vencedor. A espécie apresenta polifenismo, ocorrendo um maior número de indivíduos de coloração verde durante a estação quente e chuvosa, enquanto que durante a estação fria e seca predominam indivíduos de coloração amarronzada.O objetivo desse estudo é compreender as interações sociais de H. prasinus, principalmente quanto à territorialidade e às propriedades das vocalizações utilizadas para defesa de territórios e atração de fêmeas pelos machos.O estudo será realizado na Serra do Japi, localizada entre os municípios de Jundiaí, Cabreúva e Cajamar, no Estado de São Paulo, com altitudes entre 700 m e 1300 m. Os trabalhos de campo serão realizados nas proximidades da Base Ecológica, no município de Jundiaí.Serão feitas saídas de campo mensais, com duração de cinco a dez dias. Inicialmente, serão feitas observações gerais sobre o comportamento dos animais para a composição de um etograma. Para cada indivíduo observado, serão registrados os valores de comprimento rostro-cloacal, comprimento tibial e massa corpórea, bem como a coloração apresentada pelo indivíduo na data da observação, a fim de relacionar essas características com os comportamentos exibidos por cada animal. Esses animais também serão marcados, através da técnica da amputação de artelhos, para permitir posteriores inferências a respeito da territorialidade dos machos e do tamanho populacional da poça, por meio do método de marcação e recaptura.Serão feitas gravações das vocalizações dos indivíduos, as quais servirão tanto para a determinação das características físicas do canto da população de H. prasinus da Serra do Japi quanto para a composição de estímulos de "playback". Serão realizados experimentos de "playback" com as finalidades de testar o comportamento territorial dos machos e verificar quais dos parâmetros físicos do canto são responsáveis pela atração das fêmeas. Para medir o tamanho do território dos machos de H. prasinus, bem como determinar sua mobilidade dentro e entre os territórios, pretende-se fixar estacas nas margens da poça estudada, de modo a demarcar um "grid" sobre o lago. A cada noite, o macho territorial terá sua posição no "grid" anotada na forma de coordenadas x e y, permitindo a quantificação de sua movimentação pela poça através do tempo e, com isso, inferir o tamanho de seu território.O comportamento territorial dos machos será testado experimentalmente, posicionando uma fêmea próximo a um par composto por um macho territorial e seu(s) satélite(s). Outra manipulação experimental que se pretende fazer é posicionar um espelho diante de um macho, para testar se a resposta territorial pode envolver sinalização visual e, caso isso se verifique, que sinais são utilizados.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
DELGADO, Danilo Barêa. História natural de Hypsiboas prasinus (Anura: Hylidae) na Serra do Japi, município de Jundiaí, São Paulo, Brasil. 2013. 108 f. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Instituto de Biociências..

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