| Processo: | 10/51871-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2011 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Ésper Abrão Cavalheiro |
| Beneficiário: | Carla Alessandra Scorza Bahi |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 08/57904-0 - Instituto Nacional de Neurociência Translacional, AP.TEM |
| Assunto(s): | Epilepsia Inflamação |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Astrogliose | Epilepsia | Inflamacao | Proechimys |
Resumo O entendimento da patofisiológica da epilepsia do lobo temporal (EMLT) se apóia no uso de modelos de status epilepticus (SE). Assim, pesquisas utilizando modelos animais de SE sustentado (ex. pilocarpina) demonstraram que, após o insulto cerebral, a complexa reorganização estrutural e funcional da circuitaria neuronal culmina numa circuitaria epileptogênica e crises espontâneas e recorrentes, mimetizando a EMLT na condição humana. Surpreendentemente, achados do nosso laboratório demonstraram que metodologias similares falharam ao produzir crises espontâneas e recorrentes em um grupo de roedores denominados Proechimys, o que sugere a existência de mecanismos inibitórios naturais endógenos nesses animais. Nessa linha de evidências, o Proechimys foi denominado como um modelo animal resistente à epilepsia. Dessa forma, esses roedores da floresta Amazônica representam uma importante ferramenta de investigação. Paralelamente, diversos estudos sugerem que em resposta às crises, uma excessiva e prolongada ativação glial associada ao aumento dos agentes pró-inflamatórios contribuem para os mecanismos epileptogênicos. A astrogliose reativa é caracterizada pela proliferação e hipertrofia dos astrócitos em resposta a uma variedade de insultos ao sistema nervoso central. Insultos ao SNC produzem uma resposta inflamatória caracterizada pela ativação de astrócitos e micróglias, danos à barreira hemato-encefálica e um aumento agudo de citosinas e interleucinas pró-inflamatórias, tais como, interleucina 1-beta (IL-1B), interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral (TNF alfa). Porém, a cascata neuro-inflamatória produz dois efeitos opostos: é benéfica na produção de fatores protetores e reparadores, porém, deletéria, quando a produção de mediadores pró- inflamatórios é excessiva e prolongada. Atualmente, evidências sugerem que a supressão da cascada pró-inflamatória após uma lesão ao SNC pode ser potencialmente explorada como ferramenta terapêutica de proteção. (AU) | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |