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Avaliação de diferentes níveis de monensina sódica na alimentação de vacas leiteiras

Processo: 10/03952-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Francisco Palma Rennó
Beneficiário:Mayara Clepf Bailoni Santos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fermentação ruminal   Ionóforos

Resumo

A utilização de ionóforos é permitida em diversos países para a utilização em bovinos de corte e em animais explorados para a produção de leite. Diversos países como o Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos e vários países da Europa liberaram a utilização deste produto para vacas leiteiras. O modo de ação dos ionóforos resulta em alteração das populações bacterianas ruminais, com vários impactos no metabolismo dos ruminantes, incluindo a melhora do metabolismo energético e protéico. O incremento da participação de bactérias gram-negativas no rúmen altera os produtos finais da fermentação, pelo aumento da proporção de propionato e pela redução das proporções de acetato e butirato.O motivo destes ionóforos aumentarem o desempenho de animais é atribuído principalmente a melhora da eficiência energética devido ao aumento da digestibilidade dos alimentos, ao aumento da produção do ácido propiônico, devido a uma redução da relação de acetato / propionato, uma diminuição da produção de metano, uma diminuição da produção de ácido láctico, e por reduzir a perdas de proteína e aminoácidos que seriam potencialmente fermentados em nível de rúmen e a produção de amônia. Também, com efeitos adicionais da produção aumentada de glicose está o maior aporte de aminoácidos disponíveis para a gliconeogênese e a alteração do status hormonal, que podem modificar a partição dos nutrientes e a composição do leite.O metabolismo ruminal de nitrogênio e a síntese de proteína microbiana sofrem ação da suplementação de monensina sódica, visto que este ionóforo tem a capacidade de diminuir o deaminação da proteína no rúmen, o que sugere maior quantidade de aminoácidos absorvidos no intestino delgado e menor concentração de nitrogênio amoniacal no ambiente ruminal. De uma forma geral, a produção de leite corrigida para sólidos em animais em sistemas de produção em confinamento aumenta modestamente (< 1kg/dia), e a eficiência da produção de leite corrigida para sólidos aumenta. A composição de gordura no leite geralmente diminui 0,1% ou mais, a percentagem de proteína tem resposta variável. No entanto, estas diminuições de gordura no leite são aliviadas quando aumenta-se a relação volumoso:concentrado na dieta.Estudos tem sido conduzidos com objetivo de mensurar a existência de resíduos de monensina sódica no leite ou na carne de ruminantes. Segundo a Food and Agriculture Organization of the United Nations/World Health Organization (FAO/WHO) através do Codex Alimentarius Commission (2009), o limite máximo para a presença de monensina sódica no leite é da ordem de 2 ¼g/kg ou de 2 ppb. Aparentemente, a utilização da monensina sódica para vacas leiteiras não traz qualquer risco a saúde humana, e os resíduos quando detectados são observados em valores baixíssimos, mesmo com doses muito elevadas do ionóforo e, além disso, estes resultados são obtidos em condições experimentais extremas, que geralmente não são utilizados em rações em sistemas de produção leiteira. Porém, no Brasil, apesar da monensina sódica ser utilizada frequentemente em sistemas de produção de leite, são desconhecidos estudos que avaliaram resíduos de monensina no leite.Como hipótese científica deste trabalho está sendo proposto que a monensina sódica utilizada em dose adequada melhora o desempenho produtivo de vacas leiteiras no início-meio de lactação, sem deixar resíduos prejudiciais à saúde humana no leite. O presente estudo foi conduzido com o objetivo de avaliar os efeitos de diferentes níveis de monensina sódica adicionada às rações de vacas em lactação sobre o consumo e digestibilidade aparente total da matéria seca e nutrientes, fermentação ruminal, síntese de proteína microbiana, produção e a composição do leite, concentrações de parâmetros sangüíneos, balanço de energia e de nitrogênio e resíduos de monensina no leite.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
SANTOS, Mayara Clepf Bailoni. Desempenho produtivo e resíduos no leite de vacas suplementadas com monensina sódica nas rações. 2011. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Pirassununga.

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