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Avaliação da dinâmica da infecção por Rickettsia parkeri cepa Mata Atlântica, agente etiológico de uma nova riquetsiose brasileira, em Carrapatos Amblyomma ovale naturalmente infectados

Processo: 10/12993-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Marcelo Bahia Labruna
Beneficiário:Felipe da Silva Krawczak
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Febre maculosa   Carrapatos   Rickettsia   Doenças parasitárias

Resumo

No início de 2010, uma nova riquetsiose foi descrita em um paciente humano que foi infestado por carrapatos em Barra do Una, no litoral sul do Estado de São Paulo. Técnicas moleculares indicaram que esta nova doença foi causada por uma nova cepa de riquétsia, que foi denominada de Rickettsia parkeri cepa Mata Atlântica. Mais recentemente, um estudo demonstrou que 13% dos carrapatos da espécie Amblyomma ovale, coletados em uma área de Mata Atlântica no município de Cubatão, estavam infectados com R. parkeri cepa Mata Atlântica. Esses resultados sugeriram que A. ovale é um vetor importante de R. parkeri cepa Mata Atlântica. Desta forma, o presente estudo buscará fêmeas ingurgitadas de A. ovale em cães naturalmente infestados em Barra do Una (local do caso índice desta nova riquetsiose). A partir de fêmeas naturalmente infectadas e fêmeas não infectadas, serão formadas colônias de laboratório de A. ovale, as quais serão utilizadas no presente estudo, que tem como objetivos: (1) Avaliar a competência vetorial de larvas, ninfas e adultos de A. ovale em transmitir R. parkeri cepa Mata Atlântica para hospedeiros susceptíveis; (2) Avaliar e quantificar a transmissão transovariana de R. parkeri cepa Mata Atlântica em carrapatos A. ovale naturalmente infectados; (3) Avaliar e quantificar a transmissão transestadial de R. parkeri cepa Mata Atlântica em carrapatos A. ovale naturalmente infectados. O primeiro objetivo será buscado pela avaliação clinica e principalmente pela sorologia dos hospedeiros infestados com larvas, ninfas e adultos dos grupos experimentais. Esses resultados serão confrontados com as freqüências de carrapatos encontradas pela PCR em cada estágio do carrapato. O segundo objetivo será avaliado através da PCR de ovos e larvas eclodidas dos grupos experimentais, assim como pela sorologia e avaliação clínica dos hospedeiros infestados com larvas oriundas de fêmeas dos grupos experimentais. O terceiro objetivo será avaliado através da PCR de ninfas e adultos não alimentados, que mudarem de larvas e ninfas ingurgitadas, respectivamente, após alimentação em hospedeiros nos grupos experimentais, e através da avaliação clínica e sorológica de hospedeiros infestadas com essas ninfas e adultos. A quantificação de ninfas e adultos infectados será realizada através da PCR, realizada individualmente em cada carrapato não alimentado. Este projeto é continuação de um projeto auxílio-pesquisa em andamento (Fapesp processo 2010/50113-8), que estuda aspectos epidemiológicos desta nova riquetsiose nas condições naturais de Barra do Una.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
KRAWCZAK, Felipe da Silva. Avaliação da dinâmica da infecção por Rickettsia parkeri cepa Mata Atlântica, agente etiológico de uma nova riquetsiose brasileira, em carrapatos Amblyomma ovale Koch, 1844 naturalmente infectados. 2013. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia São Paulo.

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