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Efeitos preventivos do treinamento físico na expressão das proteínas COX-2 e VEGF de ratos tratados com dexametasona

Processo: 10/19658-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de agosto de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Sandra Lia do Amaral Cardoso
Beneficiário:Evandro José Dionisio
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Fatores de crescimento do endotélio vascular   Músculo esquelético   Ciclo-oxigenase 2   Fisiologia do exercício   Sistema musculoesquelético   Treinamento físico   Dexametasona   Angiogênese

Resumo

A dexametasona é um glicocorticóide sintético amplamente utilizado no tratamento de processos inflamatórios e alérgicos, no entanto, essa grande utilização evidencia alguns efeitos colaterais, como por exemplo, hipertensão arterial e diabetes. Quando administrada em altas doses, a dexametasona promove efeitos deletérios na via dos ácidos aracdônicos. Demonstramos recentemente que reduz significativamente a expressão proteica do fator de crescimento de vasos derivado do endotélio (VEGF), tanto na musculatura esquelética quanto no coração, mas os mecanismos envolvidos neste efeito ainda não estão esclarecidos. Por outro lado, o exercício físico tem se mostrado eficaz no combate da hipertensão arterial e diabetes, promovendo, entre outros fatores, o aumento de VEGF e da angiogênese, que pode ser mediada por vários fatores, entre eles, a prostaglandina E2 (PGE2) e as enzimas cicloxigenase 1 e 2 (COX-1 e COX-2). Nada se sabe sobre os efeitos preventivos do treinamento físico nas alterações que ocorrem na via dos ácidos aracdônicos induzidas pela dexametasona. Portanto, o objetivo desse trabalho será verificar se o treinamento físico aeróbio, realizado anteriormente e concomitantemente ao tratamento com dexametasona, será capaz de prevenir e/ou atenuar os efeitos da droga na expressão das proteínas COX-2 e VEGF. Para isso, serão utilizados ratos jovens Wistar (n = 40) divididos aleatoriamente em 4 grupos: Sedentários controle (SC), Sedentários e tratados com dexametasona (SD), Treinados controle (TC) e Treinados e tratados com dexametasona (TD). Os mesmos realizarão treinamento físico aeróbio, a 60% da capacidade máxima, 5 dias por semana, 1 hora por dia, por 70 dias. Nos 10 dias finais de protocolo, os ratos serão tratados, concomitante ao treinamento físico, com dexametasona (0,5mg/kg/dia, i.p.). A glicemia de jejum será mensurada no início e final dos protocolos de exercício e tratamento farmacológico. Os animais serão pesados semanalmente durante o treinamento e diariamente durante o tratamento com dexametasona. Ao final do protocolo experimental os ratos serão eutanasiados e os músculos sóleo e tibial anterior serão retirados, pesados, homogeneizados e armazenados a -20o C para posterior análise da expressão protéica de COX-2 e VEGF. Todos os resultados serão apresentados como média +/- erro padrão da média e será utilizada a análise de variância de dois caminhos (ANOVA) seguidos de post-hoc de Tukey.