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Efeito Antinociceptivo da crotalfina na nocicepção induzida pela ativação de receptores TRPV1

Processo: 10/17875-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Yara Cury
Beneficiário:Paola Dias Gandra
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Crotalfina   Analgésicos opioides

Resumo

A crotalfina é um peptídeo de 14 aminoácidos, originalmente isolado do veneno de serpentes Crotalus durissus terrificus. Este peptídeo apresenta potente atividade analgésica quando avaliado em diferentes modelos experimentais de dor aguda e crônica, sendo este efeito de longa-duração e mediado pela ativação de receptores opióides do tipo kappa e delta. É importante ressaltar ainda, que este efeito potente e duradouro só é observado na presença de lesão ou inflamação tecidual, indicando que sensibilização tecidual é um fenômeno importante para a expressão do efeito analgésico da crotalfina. Apesar dos diversos dados experimentais evidenciando as propriedades antinociceptivas da crotalfina e o seu potencial como modelo para o desenvolvimento de novos fármacos analgésicos, não foi avaliado ainda, o efeito deste peptídeo em modelos experimentais de nocicepção acarretada por ativação direta de receptores acoplados a canais iônicos. Os receptores de potencial transitório (TRP), incluindo a subfamilia dos receptores vanilóides (TRPV) são considerados o maior grupo de canais iônicos responsáveis pelo processo de transdução, sendo que a sua habilidade de integrar vários estímulos faz com que os receptores TRPV (particularmente TRPV1) sejam um importante alvo para a modulação da dor e para o desenvolvimento de novos fármacos analgésicos. Assim, baseado nos dados de literatura demostrando: (a) a elevada eficácia e ação prolongada da crotalfina, observadas apenas na presença de sensibilização; (b) que o efeito da crotalfina é mediada pela ativação, direta ou indireta de receptores opióides periféricos e c) receptores TRPV1 podem ter a sua atividade modulada por agonistas de receptores opióides periféricos; o objetivo deste projeto é investigar o potencial analgésico da crotalfina em modelos de nocicepção manifesta (espontânea) e alodínia, mediados pela ativação de receptores de potencial transitório. Este efeito da crotalfina será invetigado, em ambos os modelos, tanto na presença quanto na ausência de pré-sensibilização por PGE2.