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Efeitos da suplementação de betaína, combinada ou não à suplementação de creatina, sobre a força máxima, potência e concentrações intramusculares de fosforilcreatina

Processo: 10/13047-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Bruno Gualano
Beneficiário:Serena Menegassi Del Favero
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nutrição esportiva   Suplementação alimentar   Treinamento físico   Creatina   Betaína

Resumo

A betaína é um trimetil derivado do aminoácido glicina. Um dos efeitos fisiológicos dessa metilamina é atuar como um osmólito, aumentando a retenção hídrica celular, além de proteger as enzimas intracelulares da desnaturação induzida por alta temperatura ou osmolaridade. Adicionalmente, especula-se que a betaína possa contribuir para a síntese de creatina no músculo esquelético. Estima-se que quase a metade da formação de creatina é proveniente de doadores do grupo metil, essa doação parece ocorrer por meio de reações enzimáticas nas mitocôndrias hepáticas e renais, mediada pela homocisteína metiltransferase, resultando na conversão de betaína em dimetilglicina. Os efeitos da suplementação de creatina sobre o desempenho são bem conhecidos, especialmente sobre atividades intermitentes de alta intensidade, e estão relacionados principalmente ao aumento na ressíntese de fosforilcreatina (PCr). Autores de estudos recentes têm atribuído seus resultados positivos em relação ao aumento de força muscular a um possível efeito da betaína sobre as concentrações de PCr. Entretanto, essa variável não foi avaliada, de maneira que os mecanismos responsáveis pelo aumento de força advindo da suplementação de betaína ainda são inexplorados em humanos. Objetivo: investigar o efeito da suplementação de betaína, combinada ou não de suplementação de creatina, sobre as concentrações intramusculares de PCr e a produção de força e potência muscular. Desenho experimental: os sujeitos serão divididos aleatoriamente em 4 grupos: 1) Betaína (BET), 2) Placebo (PL), 3) Creatina (CR) e 4) Creatina + Betaína (CR+BET). A metodologia empregada incluirá avaliação do consumo alimentar, avaliação da composição corporal, testes de força e potencia muscular, exames laboratoriais para analise de função renal e segurança do suplemento, e por fim, quantificação intramuscular de fosforilcreatina por meio de espectroscopia de fósforo por ressonância magnética.