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Movimentação de indivíduos de uma população de antas (Tapirus terrestris) em uma paisagem fragmentada no cerrado do Mato Grosso do Sul

Processo: 10/20240-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Alexandra Sanches
Beneficiário:Tamissa Gabrielle Godoi
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/03392-6 - Efeitos de um gradiente de defaunação na herbivoria, predação e dispersão de sementes: uma perspectiva na Mata Atlântica, AP.TEM
Assunto(s):Repetições de microssatélites

Resumo

É fato que o crescimento exacerbado das populações humanas e a conseqüente expansão de suas atividades tem levado à redução dos biomas, afetando os mamíferos terrestres no Brasil. A anta (Tapirus terrestris), último megamamífero das Américas do Sul e Central e importante dispersora de grandes sementes, é considerada "Vulnerável à extinção" pela IUCN (International Union for Conservation of Nature), categoria A2cde+3cde. A fragmentação de habitats, um dos fatores que mais afeta mamíferos terrestres no Brasil, pode impedir o fluxo gênico entre populações, tornando-as mais susceptíveis aos processos de endogamia e deriva genética. Por exibir um hábito solitário, noturno e ocorrer com maior freqüência em florestas tropicais, os estudos populacionais de antas com as técnicas tradicionais de campo são custosos. Neste sentido, os marcadores moleculares juntamente ao uso de fontes alternativas para a obtenção de DNA, como fezes e pêlos, são ferramentas recentes que possibilitam o estudo de espécies elusivas e populações ameaçadas em condições naturais. O presente trabalho propõe o estudo genético populacional de uma população de antas em uma paisagem antropizada, composta de áreas de cerrado e de plantações de Eucalyptus no Mato Grosso do Sul, a fim de avaliar o fluxo de indivíduos pela área e a variabilidade genética do maior mamífero brasileiro, a anta. Para tal, o tamanho mínimo populacional será estimado através de identificação individual e os dados genéticos unir-se-ão aos de paisagem para interpretação referente á sua movimentação e área de vida.