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Eixo imune-pineal: efeito da poluicao atmosferica urbana sobre a funcao pineal.

Processo: 10/52304-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2011
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Regina Pekelmann Markus
Beneficiário:Cláudia Emanuele Carvalho de Sousa
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Melatonina   Poluição   Inflamação   Material particulado

Resumo

Poluição ambiental é um dos sérios problemas de saúde e o entendimento das alterações fisiopatológicas causadas pela poluição certamente em muito colaboraram para a melhoria do tratamento de populações de cidades altamente poluídas. Sabe-se que a fração particulada da poluição ambiental é uma importante causa de inflamação em vias aéreas e em outras regiões como fígado e cérebro. Partículas de pequeno tamanho podem atravessar a barreira pulmonar e atingir a circulação. Recentemente mostramos que a glândula pineal, além de ser transdutor da alternância do ritmo de iluminação ambiental, também participa ativamente da resposta inflamatória. LPS, citocinas pró-inflamatórias e glicocortioides modulam a produção de melatonina. No início de uma resposta inflamatória a produção de melatonina é suprimida através da ativação da via de transdução NFKB disparada por receptores para LPS e TNF. Supressão da produção noturna de melatonina foi observada também em humanos submetidos a processos inflamatórios. Este projeto visa avaliar se a exposição de ratos à poluição ambiental altera a função pineal. Ratos expostos a diferentes graus de poluição serão avaliados quanto à excreção de 6- sulfatoximelatonina. Posteriormente, a expressão da enzima chave na síntese de melatonina (AA-NAT) será avaliada em tecido cerebral, pulmonar, hepático, como nas glândulas pineais. Também serão estudadas as alterações de genes envolvidos na resposta inflamatória em glândulas pineais. Para tanto usaremos técnica de "micro-arrays", que já implantamos para uso em glândulas pineais de ratos. Desfecho: este será um estudo pioneiro no conhecimento da fisiopatologia da função pineal ligada à poluição ambiental, e, considerando a facilidade com que se determina a função pineal em humanos através da dosagem de 6-sulfatoximelatonina urinaria (Carvalho et al., 2006, 2009; Markus et al., 2010) abre a possibilidade de se avaliar vulnerabilidade de indivíduos a agentes poluidores. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
SOUSA, Cláudia Emanuele Carvalho de. Efeito da poluição atmosférica de São Paulo sobre o Eixo Imune-Pineal. 2015. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências São Paulo.

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