| Processo: | 10/13084-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Educação Física |
| Pesquisador responsável: | Alexandre Moreira |
| Beneficiário: | Camila Gobo de Freitas |
| Instituição Sede: | Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Hormônios esteroides gonadais Treinamento esportivo Futebol Adolescentes Imunoglobulina A Hidrocortisona |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | adolescentes | Futebol | hormônios esteróides | imunidade da mucosa | saliva | Treinamento | treinamento esportivo |
Resumo É crescente o número de investigações que tem buscado estabelecer relações entre o nível de aptidão, marcadores de treinamento excessivo, função endócrina e imune. Entre as diferentes abordagens, destacam-se os estudos que objetivaram associar as alterações nos níveis hormonais com o impacto na função imune e, longitudinalmente, associações com infecção/inflamação do trato respiratório superior (ITRS) e rendimento. Vários autores acreditam que a variável imune mais estreitamente relacionada com a ITRS é a imunoglobulina salivar A (SIgA) e ainda, que esta pode ser utilizada como um marcador de treinamento excessivo e/ou intensidade de treinamento. As cargas de treinamento e competição são conhecidas por induzir alterações no sistema imune, adicionalmente há a resposta do sistema endócrino ao estresse físico e psicológico. A adaptação ao estresse físico e psicológico envolve a ativação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), em antecipação, ou durante uma situação de estresse, como uma resposta homeostática do corpo. Entre os hormônios secretados em situação de estresse e exercício, o cortisol é provavelmente o mais afetado. Por conta dos níveis circulantes com diferentes formas de exercício, o cortisol tem sido utilizado para determinar o estresse fisiológico imposto pelo exercício em sessões repetidas (crônicas) e isoladas (agudas) de treinamento. A estimulação do eixo HPA parece ser consistente com o incremento da susceptibilidade à ITRS. Apesar do crescente interesse para estas relações, e a utilização destes indicadores com o objetivo de se monitorar o processo de treinamento, escassas são as informações da dinâmica da resposta aguda de SIgA e cortisol salivar em jovens jogadores de futebol, em situações e ambientes distintos. O conhecimento da resposta destes marcadores em situação de treinamento, comparada com situações de jogos oficiais, ainda é desconhecida. Um maior entendimento destas respostas poderia auxiliar na organização e monitoramento da carga de treinamento nesta população, bem como nos processo de desenvolvimento de atletas infanto-juvenis. Assim, este estudo se propõe a 1) avaliar possíveis alterações da concentração de SIgA e cortisol salivar, após sessões competitivas e de treinamento em jovens jogadores de futebol de duas categorias distintas: sub-15 e sub- 17, 2) examinar a influência da idade cronológica, do efeito relativo da idade, estado maturacional e medidas antropométricas nas respostas destes parâmetros salivares, 3) examinar a influência do estresse percebido nas respostas dos parâmetros salivares nas sessões de treinamento e de competição, e 4) verificar se as alterações nos níveis de SIgA (valores absolutos ou taxa de secreção) decorrentes da participação em partida simulada ou oficial, pode predizer os episódios de ITRS, analisados na semanas anterior e posterior às coletas salivares. (AU) | |
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