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Sátira e desconstrução dos mitos nacionais em a expedição Montaigne, de Antônio Callado

Processo: 10/15778-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Rejane Cristina Rocha
Beneficiário:Bruna Stephani Sanches Grassi
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Ironia

Resumo

Antonio Callado produziu grande parte de sua obra ficcional em meio ao contexto ditatorial e pós-ditatorial, fato este que influenciou diretamente o seu projeto literário. Aos seus romances iniciais, que projetavam perspectivas otimistas para o desenvolvimento da nação, se seguem obras caracterizadas por um tom desesperançoso e pessimista. A Expedição Montaigne, obra de 1982, retrata o ápice do esmaecimento do ideário utópico que o autor demonstrava ter em seus primeiros romances. Por meio de recursos formais como a sátira e a caricatura, o autor empreende uma desconstrução dos mitos nacionais presentes no imaginário da nação desde o Romantismo, como é caso da figura do índio, até o período ditatorial, como é o caso do revolucionário de esquerda. Este projeto pretende inserir tal romance no contexto da discussão da obra calladiana, a partir da análise de tal desconstrução, bem como contribuir para a ampliação do debate crítico sobre a obra do autor, a partir de uma perspectiva - a saber, a análise da comicidade crítica da sátira - ainda pouco abordada.