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Estudo dos efeitos metabólicos de antraceno sobre a microalga Chlamydomonas reinhardtii

Processo: 10/14893-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Pio Colepicolo Neto
Beneficiário:Eliezer Stefanello
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/50193-1 - Estudos de bioprospecção de macroalgas marinhas, uso da biomassa algal como fonte de novos fármacos e bioativos economicamente viáveis e sua aplicação na remediação de áreas impactadas. (Biodiversidade marinha), AP.BTA.TEM
Assunto(s):Balanço de energia   Estresse oxidativo   Metabolômica

Resumo

A produção e emissão de poluentes é geralmente derivada da alta atividade humana, por meio da utilização dos recursos naturais, desenvolvimento de infraestrutura e construção, atividades agrícolas, desenvolvimento industrial, urbanização, turismo e uma série de outras atividades. Poluente é tudo o que é introduzido pelo homem, de forma direta ou indireta, de substâncias ou energia que resultem ou possam resultar em efeitos adversos a vida. As principais classes de poluentes são os pesticidas, poluentes orgânicos, nutrientes, óleos, isótopos radioativos, metais pesados, patogênicos, sedimentares, lixo e escombros entre outros. O descarte em efluentes aquáticos é uma prática antiga no modo como lidamos com nossos dejetos. Em consequência disso, a maioria dos ambientes aquáticos encontram-se poluídos em maior ou menor grau. Dentre os poluentes orgânicos, encontramos uma classe de moléculas denominadas de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA). Os HPAs são uma grande família de compostos derivados da fusão de anéis benzênicos que vão desde o naftaleno, o mais simples, que contém dois anéis benzeno fundidos e seus derivados, até estruturas contendo 10 anéis. A toxicidade dos HPAs é resultado de sua hidrofobicidade. Estes compostos podem induzir mudanças conformacionais na estrutura de biomembranas resultando em aumento em sua permeabilidade. Como consequência, a capacidade fotossintética desses organismos é prejudicada podendo levar a sérios distúrbios na cadeia de transporte de elétrons e desacoplamento da fosforilação oxidativa. O Antraceno (ANT) é uma molécula formada pela fusão de 3 anéis benzênicos e é um dos 16 HPAs prioritários segunda a US EPA, e em um relatório da "European Union Risk Acessment Report", ANT foi classificado como "muito tóxico para organismos aquáticos e que pode causar efeitos adversos de longo prazo no ambiente aquático". Além disso, ANT é facilmente fotoxidado a produtos ainda mais tóxicos, especialmente quinonas, que interferem na respiração e na fotossíntese, causando problemas no desenvolvimento das algas levando a falência do ecossistema devido à diminuição da biomassa, deficiência de oxigênio e inibição de processos de desintoxicação. A quantidade de informações referentes aos efeitos causados ao metabolismos destes organismos fotossintetizantes é bastante limitada e para suprir esta carência, utilizaremos a microalga modelo Chlamydomonas reinhardtii com a finalidade de ampliar o conhecimento dos efeitos tóxicos de antraceno no metabolismo destes organismos.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CASU, FRANCESCA; PINU, FARHANA R.; STEFANELLO, ELIEZER; GREENWOOD, DAVID R.; VILLAS-BOAS, SILAS G. The fate of linoleic acid on Saccharomyces cerevisiae metabolism under aerobic and anaerobic conditions. METABOLOMICS, v. 14, n. 8 AUG 2018. Citações Web of Science: 2.
ALVES-LIMA, CICERO; CAVACANA, NATALE; TEIXEIRA CHAVES, GUSTAVO ANTONIO; DE LIMA, NATALIA OLIVEIRA; STEFANELLO, ELIEZER; COLEPICOLO, PIO; HOTTA, CARLOS TAKESHI. Reference genes for transcript quantification in Gracilaria tenuistipitata under drought stress. JOURNAL OF APPLIED PHYCOLOGY, v. 29, n. 2, p. 731-740, APR 2017. Citações Web of Science: 2.

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