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Diplomacia e concorrência colonial: relações entre Portugal e França (1640-1715)

Processo: 10/51993-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Pedro Luis Puntoni
Beneficiário:Cassiana Maria Mingotti Gabrielli Gomes
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Diplomacia   Concorrência   Capuchinhos   Portugal   França (país)

Resumo

Esta pesquisa busca analisar as relações políticas e diplomáticas entre Portugal e França. O marcos cronológico deste estudo é os anos de 1640, ano da aclamação de D. João IV, o que pôs fim à União Ibérica, e 1715, ano da morte de Luís XIV e do Tratado de Utrecht, marcando o fim da Guerra de Sucessão espanhola. No século XVII, Portugal esteve envolvido na luta pelo reconhecimento de sua independência em relação à Espanha. O duque de Bragança, D. João, foi o responsável pela Restauração da monarquia portuguesa, tendo o desafio de assegurar o trono à dinastia de Bragança. Mesmo após a morte do restaurador e o término da guerra com a vizinha na Península Ibérica, a recém instituída dinastia de Bragança permanecia ameaçada, dada a conturbada cena da política interna, bem como a falta de sucessão ao trono. Por sua vez, a França conduzida pelos cardeais Richelieu e Mazarino alcançou importante posição no cenário político europeu, avançando com as suas pretensões hegemônicas também no ultramar. Herdeiro da política dos cardeais, Luís XIV desejou ser o Rei Sol, título que seria condizente com a postura de seu governo, marcado pela expansão da influência francesa, determinando seu predomínio e confrontando diretamente a monarquia hispânica. A partir de alianças matrimoniais, Portugal e França estabeleceram uma relação de proximidade política - estando o governo de Lisboa na órbita de influência francesa - no decorrer do século XVII. Além disso, as duas monarquias também protagonizaram disputas no ultramar, em meio à presença de capuchinhos bretões missionando no Estado do Brasil e à disputa territorial no Estado do Maranhão. Este trabalho, portanto, visa à compreensão dos planos franceses em relação a Portugal e como isso se refletiu no percurso da política adotada pelos Bragança, a fim de defender a soberania do reino e os seus territórios ultramarinos. (AU)