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Efeito da dieta Jejum Intermitente sobre processos envolvidos na aterogênese: regulação da apoptose, marcadores funcionais e genéticos

Processo: 10/52482-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Bruno Caramelli
Beneficiário:Edielle de Sant'Anna Melo
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/19827-4 - Jejum intermitente e cirurgia de adaptação digestiva: avaliação translacional das consequências sobre fatores de risco cardiovascular e aterogênese, AP.TEM
Assunto(s):Apoptose   Dieta com restrição   Aterosclerose

Resumo

Apesar dos avanços farmacológicos e tecnológicos, a pandemia das doenças cardiovasculares continua crescendo. As síndromes clínicas das doenças cardiovasculares são o resultado do comprometimento arterial pela aterosclerose. O controle dos fatores de risco cardiovascular representa a principal estratégia para a prevenção primária dessas doenças. A dieta é um dos componentes mais importantes na prevenção das doenças cardiovasculares. Reduzindo o substrato lipídico (a "matéria prima" da iterosclerose) de uma lado e a carga inflamatória (a "matriz energética") de outro, a dieta é uma poderosa arma terapêutica. A adoção de estilo de vida saudável ainda que comprovadamente eficiente, apresenta sérias limitações relativas à dificuldade de adesão no longo prazo por parte dos pacientes; em outras palavras, é difícil modificar comportamentos estruturados e arraigados ao longo de muitos anos. Por essa razão, é preciso buscar alternativas para melhorar a adesão e manutenção dessa estratégia "saudável". O Jejum Intermitente é uma alternativa dietética onde os indivíduos são sujeitos a jejum em dias alternados, o que poderia resultar em maior aderência, além de ser um mecanismo facilmente reproduzível. A maioria dos processos biológicos apresenta comportamento do tipo liga-desliga dependendo dos estímulos e mediadores externos. É possível que a dieta Jejum Intermitente seja capaz de interferir com os mecanismos envolvidos na aterosclerose “desligando” intermitentemente a via inflamatória relacionados à sobrecarga nutricional. A principal característica deste tipo de intervenção é que não há necessidade de se reduzir significativamente o consumo calórico do indivíduo, apenas se altera a freqüência com que as refeições acontecem. Por outro lado, a carga inflamatória relacionada com o processo aterosclerótico envolve diversas vias imunológicas. A atuação de mediadores imunológicos na gênese e desenvolvimento da doença, aterosclerótica é hoje bem aceita na literatura. Os mecanismos que relacionam a dieta alimentar com o sistema imune foi proposto por Maslowski et al. Segundo os autores, ao ingerirmos pouca quantidade de fibras, teremos baixos níveis de ácidos graxos de cadeia curta. Este tipo de ácido graxo se acopla a molécula GPR43, que é expressa em células do sistema imune. Na presença de uma dieta rica em fibras, as moléculas de GPR43 estarão acopladas a moléculas de ácido graxo de cadeia curta, atuando como receptores antiinflamatórios. Nesta situação não é disparado o sinal para iniciar o processo inflamatório, alterando diversas vias de sinalização relacionadas à inflamação, entre elas a apoptose. Defeitos ligados à regulação do apoptose, tanto pela falta, incapacidade de atuar, resistência aumentada ou mesmo sua hiper-estimulação, têm sido ligados ao desenvolvimento de doenças, como a aterosclerose. Atualmente os estudos dos mecanismos de regulação e indução de apoptose são de grande importância para a melhor compreensão da fisiopatogenia dessa doença. Não há relatos na literatura sobre os mecanismos moleculares envolvidos na regulação do apoptose na presença de Jejum Intermitente e sua relação com a aterosclerose. O objetivo do presente estudo é analisar o efeito da dieta jejum intermitente sobre os processos envolvidos na aterosclerose: a regulação das vias de apoptose nas células imunológicas (linfócitos e monócitos), reatividade vascular e expressão gênica em modelo murino. Utilizaremos como controle dois tipos de dietas: Aterogênica (caracterizada por quantidades aumentadas de gordura total, ácidos graxos saturados e colesterol) e DASH (caracterizada pelo alto consumo de fibras, pouca gordura saturada, pouco colesterol e sódio) e realizaremos um "screening genético", análise do RNA e proteínas. Além da mensuração da reatividade vascular da aorta, citometria de fluxo, DNA ladder e TÚNEL. (AU)