Busca avançada
Ano de início
Entree

Avaliação do efeito fotoprotetor de compostos fenólicos sobre culturas de células da pele irradiadas por uva e UVB

Processo: 10/17358-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia
Pesquisador responsável:Silvia Berlanga de Moraes Barros
Beneficiário:Andréa Costa Fruet
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Polifenóis   Fotoproteção   Antioxidantes

Resumo

A radiação ultravioleta (UV) apresenta efeitos deletérios na pele humana, podendo resultar em quadros clínicos como queimaduras, imunossupressão, envelhecimento prematuro e câncer. Existem diferenças no padrão do dano celular entre as ondas UVA e UVB. Enquanto que a UVA danifica indiretamente o DNA pela formação de espécies reativas de oxigênio, a UVB pode atingir diretamente o DNA, resultando na formação de foto-produtos, como dímeros ciclobutano-piridina e formação de pirimidina-pirimidona [(6-4) PD]. Diversos mecanismos levam à eliminação do dano causado pela luz UV levando a apoptose por mecanismos como aumento da expressão de p53, indução no atraso do ciclo celular via transcrição do gene p21 e subseqüente ativação da caspase-9 e caspase-3. A radiação por UV também leva a formação de espécies reativas de oxigênio (EROs), as quais são removidas por substâncias antioxidantes endógenas. Contudo a produção exacerbada de EROs pode resultar no dano fótico de macromoléculas da pele, ativação de enzimas, como as metaloproteinases de matriz, e a desidratação da pele, a partir da baixa regulação da proteína de membrana aquaporina-3, caracterizando o fotoenvelhecimento. Mecanismos inflamatórios, como liberação de citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias também ocorrem nos sítios irradiados. Apesar da pele possuir um elaborado sistema antioxidante capaz de lidar com o estresse oxidativo, a exposição excessiva e crônica aos raios UV pode exceder a capacidade antioxidante da pele. Assim, a busca por agentes fotoprotetores, como os de origem vegetal, podem oferecer efeitos adicionais que auxiliem na prevenção das conseqüências patológicas da exposição aos raios UV. O presente projeto tem como objetivo avaliar por metodologias in vitro a atividade fotoquimioprotetora de compostos antioxidantes em culturas celulares humanas expostas a radiação UVA e UVB. Assim, a atividade fotoprotetora dos ácidos gálico, clorogênico e rosmarínico serão avaliados comparativamente visando a conhecer os possíveis mecanismos de ação destes compostos no modelo proposto e identificar o composto que apresente melhor atividade. A escolha destas moléculas deveu-se à semelhanças estruturais com substâncias com reconhecida atividade fotoprotetora.