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A guerra indigena como guerra colonial: as representacoes e o lugar da belicosidade indigena e da antropofagia no brasil colonial (seculo xvi e xvii)

Processo: 10/52607-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 30 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Adone Agnolin
Beneficiário:Juliana Fujimoto
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Mediação cultural   Período Colonial (1500-1822)   Índios

Resumo

A dinâmica das relações entre os colonizadores e as populações nativas na América Portuguesa, nos primeiros séculos da colonização, oscilou entre momentos de aliança e momentos de conflito, que eram determinados pelo contexto em que ocorriam: conforme as conveniências do momento, ora os indígenas eram aliados, ora eram inimigos dos portugueses nas guerras, sendo que, quando os índios eram capturados pelos portugueses, durante essas guerras, também poderiam tornar-se seus escravos. Durante esse período, os índios também tiveram contato com os missionários, cuja linguagem constituiu um dos instrumentos de tradução para a população local da nova realidade trazida pelo convívio com os povos europeus que vieram ao Brasil. Os relatos dos primeiros jesuítas sobre a catequização dos povos tupi narravam o esforço empreendido pelos missionários para acabar com as guerras inter-tribais e com os ritos que as integravam. Esses esforços incluíam desde a condenação, verbal das práticas da guerra e da antropofagia, até a interferência dos missionários nos rituais antropofágicos. A partir do século XVII, a experiência missionária entre os Tupi, sedimentou as bases para a realização da catequese entre o Tapuia, assim como o modo de administrar a atividade bélica indígena no interior dos aldeamentos. Acreditamos que as novidades trazidas pelo contato e as negociações simbólicas entre missionários e indígenas tenham transformado ritualmente as guerras Tupi e Tapuia, apontadas por alguns estudos como elementos centrais das culturas tupi e, pelas fontes do século XVII, como um dos elementos que marcavam a maior "ferocidade" dos Tapuia em relação aos Tupi. Tendo em vista os elementos acima expostos, pensamos ser interessante empreender um estudo sobre o processo de reconfiguração e ressignificação das guerras inter-tribais a partir das negociações simbólicas e práticas entre colonizadores, missionárias e indígenas. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
FUJIMOTO, Juliana. A guerra indígena como guerra colonial: as representações e o lugar da belicosidade indígena e da antropofagia no Brasil Colonial (séculos XVI e XVII). 2016. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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