| Processo: | 10/14941-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica |
| Pesquisador responsável: | Danielle Palma de Oliveira |
| Beneficiário: | Daniela Morais Leme |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Ensaio cometa |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cultura de fibroblastos de pele humana e Episkin® | Ensaio do cometa | Ensaio Salmonella | microssoma | suor artificial | teste do MN | tingimento de algodão | Genética Toxicológica |
Resumo A notável capacidade visual humana na distinção de diferentes tonalidades tem estimulado o desenvolvimento e comercialização de corantes e pigmentos. Inúmeros corantes naturais e sintéticos têm sido empregados nos processos de tingimento de tecidos para suprir a necessidade de vestuários coloridos. Apesar de corantes têxteis serem avaliados toxicologicamente antes de sua inserção no mercado, estudos têm mostrado que diversos grupos de corantes comumente comercializados são capazes de conferir riscos a saúde humana. O fato dos vestuários poderem conter substâncias químicas nocivas e o conhecimento de que, mesmo após sucessivas lavagens, os corantes são capazes de migrarem e penetrarem na pele humana em casos de transpiração intensa, a necessidade de uma melhor avaliação da segurança destes produtos tem se mostrado relevante e de caráter imediato. A auto-suficiência brasileira em algodão e as condições climáticas de nosso país fazem com que 70% da produção têxtil nacional seja baseada na utilização de fibras de algodão. Diferentes classes de corante podem ser empregadas no tingimento das fibras de algodão, entretanto, os corantes reativos tem sido os mais utilizados para esta finalidade. A molécula dos corantes divide-se em duas partes principais, o grupamento cromóforo, responsável pela cor e o grupo responsável pela fixação à fibra. No caso de corantes do tipo reativos, a fixação é feita por meio de ligações covalente entre os grupos clorotriazina e/ou sulfatoetilsulfona à fibra. Considerando a problemática exposta, o presente projeto pretende avaliar os efeitos genotóxicos e mutagênicos de soluções de um corante reativo após a extração de fibra de algodão tingida em laboratório, utilizando suor sintético como extrator. Para a avaliação destes parâmetros diferentes metodologias serão utilizadas, como segue: ensaios de mutagenicidade com Salmonella typhimurium; ensaios para detecção da genotoxicidade/mutagenicidade em cultura in vitro de fibroblasto de pele humana e em modelo de pele 3D (Episkin®). Os resultados deste trabalho fornecerão informações valiosas para o desenvolvimento de peças de vestuário mais seguras, considerando que serão avaliados os efeitos tóxicos decorrentes da exposição da pele a corantes reativos, na presença de suor. | |
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