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Tectônica e sedimentação do grupo Itapucumi no contexto das plataformas carbonáticas ediacaranas: abordagem geoquímica, geocronológica, paleomagnética e bioestratigráfica

Processo: 10/19584-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2011
Vigência (Término): 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Pesquisador responsável:Claudio Riccomini
Beneficiário:Lucas Verissimo Warren
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Geocronologia   Paleomagnetismo   Sedimentologia   Tectônica

Resumo

A passagem entre os éons Proterozoico e Fanerozoico é marcada por importantes eventos tectônicos, climáticos e biológicos, envolvendo glaciações de baixa latitude, intenso processo de rifteamento e, notadamente, o aparecimento de abundante fauna de metazoários. Neste contexto, formaram-se inúmeras bacias sedimentares nas margens de grandes blocos cratônicos, as quais apresentam em suas rochas registros estratigráficos, paleontológicos e geoquímicos das condições deposicionais então vigentes. A história evolutiva dessas bacias neoproterozoicas iniciou-se durante um primeiro estágio de subsidência mecânica associada à formação de sistemas de riftes. Estes evoluíram para bacias de margens passivas e intracontinentais, caracterizadas por sucessões carbonáticas e siliciclásticas, tais como os grupos Corumbá e Araras (Brasil), Arroyo del Soldado (Uruguai) e Sierras Bayas (Argentina). O Grupo Itapucumi insere-se nesse contexto e ocorre na porção centro-norte do Paraguai, como cobertura indeformada do Cráton Rio Apa e também como faixa dobrada, apresentando vergência oposta à da Faixa Paraguai Sul. Guardadas as diferenças estruturais e a carência de conhecimento geológico básico, semelhanças estratigráficas entre o Grupo Itapucumi e outras sucessões ediacaranas sempre suscitaram dúvidas quanto à correlação precisa entre estas unidades. Trabalhos recentes conduziram à readequação litoestratigráfica do Grupo Itapucumi, bem como descreveram em detalhe os ambientes de sedimentação e os padrões arquiteturais da sucessão. A presença de abundante assembleia fossilífera também permitiu a identificação de espécimes esqueletais raros, como o fóssil-guia do gênero Cloudina, cuja importância bioestratigráfica e evolutiva abre perspectivas para uma nova etapa de estudos no Grupo Itapucumi. A aquisição de novas informações paleontológicas, aliada a dados quimioestratigráficos, paleomagnéticos e geocronológicos, possibilitará dar prosseguimento à contribuição substancial no entendimento da evolução tectono-sedimentar da unidade em questão e refinar sua correlação com bacias depositadas na porção SW do supercontinente Gondwana durante o Ediacarano. A integração destes resultados também será fundamental para a compreensão dos eventos globais envolvidos na passagem Neoproterozoico-Paleozoico. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
O último litoral de Minas 
Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa:
O último litoral de Minas  
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