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Interações proteína prion e seus ligantes STI1 e laminina: possíveis implicações na Doença de Alzheimer

Processo: 10/20796-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Vilma Regina Martins
Beneficiário:Ana Paula Wasilewska Sampaio
Instituição-sede: Hospital A C Camargo. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/14027-2 - Mecanismos associados à função da proteína prion e seu ligante STI1/Hop: abordagens terapêuticas, AP.TEM
Assunto(s):Doença de Alzheimer   Doenças neurodegenerativas

Resumo

A Doença de Alzheimer (DA) é uma demência progressiva que tem como principais características a disfunção sináptica e a neurodegeneração em áreas específicas do cérebro que levam a um quadro grave de perda de memória, inabilidade de formação de novas memórias e ao dano de outras habilidades cognitivas. Uma das principais características neuropatológicas é a formação de placas amilóides extracelulares, que contêm principalmente o peptídeo beta-amilóide (Abeta). Os oligômeros de Abeta (ABO) são ligantes patogênicos de sinapses, que afetam processos relacionados com a plasticidade sináptica e a formação de memória e inibem a potenciação de longa duração. Um grande número de semelhanças neuropatológicas e genéticas entre DA e doenças por prions já foram descritos na literatura. A proteína príon (PrPC) é uma glicoproteína ancorada na membrana plasmática e se liga a proteínas de matriz extracelular como vitronectina e laminina, induzindo crescimento axonal, adesão neuronal e neuritogênese. Além disso, PrPC interage com STI1 ("Stress Inducible Protein 1") induzindo neuroproteção e neuritogênese e também modulando a formação de memória. Recentemente, foi descrito que PrPC é receptor para ABO, porém, a funcionalidade e os mecanismos envolvidos nesta interação ainda não foram elucidados. Este projeto tem como principais objetivos verificar o possível efeito neuroprotetor de STI1 e laminina contra a toxicidade mediada por ABO e a participação de PrPC em culturas neuronais e em fatias hipocampais para verificar os níveis de proteínas sinápticas e formação de potenciação de longa duração, respectivamente. Adicionalmente, o perfil comportamental de animais transgênicos DA tratados com STI1 e laminina será analisado. A utilização de ligantes de PrP como STI1 e Ln usados como ferramentas para interferir nos efeitos tóxicos provocados pelos ABO são importantes instrumentos de estudo da patologia da DA, como a compreensão dos mecanismos de toxicidade dos ABO e, além disso, como nova possibilidade terapêutica (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
LOPES, M. H.; SANTOS, T. G.; RODRIGUES, B. R.; QUEIROZ-HAZARBASSANOV, N.; CUNHA, I. W.; WASILEWSKA-SAMPAIO, A. P.; COSTA-SILVA, B.; MARCHI, F. A.; BLEGGI-TORRES, L. F.; SANEMATSU, P. I.; SUZUKI, S. H.; OBA-SHINJO, S. M.; MARIE, S. K. N.; TOULMIN, E.; HILL, A. F.; MARTINS, V. R. Disruption of prion protein-HOP engagement impairs glioblastoma growth and cognitive decline and improves overall survival. Oncogene, v. 34, n. 25, p. 3305-3314, JUN 2015. Citações Web of Science: 12.

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