Busca avançada
Ano de início
Entree

Perfil de virulência e resistência aos antimicrobianos em Staphylococcus haemolyticus, S. warneri, S. lugdunensis e S. hominis isolados de hemoculturas

Processo: 10/18719-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Maria de Lourdes Ribeiro de Souza da Cunha
Beneficiário:Carla Ivo Brito
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Staphylococcus lugdunensis   Staphylococcus haemolyticus   Staphylococcus hominis   Bacteriologia

Resumo

As infecções causadas por Staphylococcus, são de grande relevância para as saúdes humana e animal. Os estafilococos coagulase-negativa (ECN) têm sido reconhecidos como agentes de doenças humanas nas últimas décadas, como S. epidermidis, S. haemolyticus, S. saprophyticus, S. cohnii, S. xylosus, S.capitis, S. warneri, S. hominis, S. simulans e S. caprae. A patogenia das infecções por ECN é complexa, sendo vários os fatores de virulência, como a produção de toxinas e biofilme, além da presença de genes de resistência a antibióticos. Um dos principais exemplos de patologia causada por esses microrganismos são as intoxicações alimentares, causadas pelas enterotoxinas estafilocócicas (EEs), cujas produções por ECN têm sido relatadas em vários estudos. Ainda, algumas espécies podem produzir a toxina TSST-1, responsável pela Síndrome do Choque Tóxico. Outra característica muito comum entre os ECN é a capacidade de aderência e crescimento em superfícies lisas de dispositivos médicos, através da produção de uma adesina polissacarídica intercelular (PIA). Esta substância forma o biofilme, que protege as bactérias contra os mecanismos de defesa do hospedeiro e terapia antimicrobiana, correspondendo, portanto, a um importante fator de virulência. A resistência a antibióticos tem também aumentado, juntamente com a frequência de infecções por ECN. Primeiramente, surgiram as resistências a oxacilina e meticilina, que são codificadas pelo gene mecA, o qual se localiza no elemento genético móvel SCCmec. Atualmente resistência à vancomicina, que é a droga de escolha para tratamento das infecções, já foi relatada. Estas resistências já foram notificadas em ECN, sendo a primeira muito frequente. Levando em conta todos estes fatores de virulência, este estudo tem o objetivo de traçar o perfil patogênico de espécies de ECN incluindo S. haemolyticus, S. warneri, S. lugdunensis e S. hominis, pois a literatura a respeito destes microorganismos é muito limitada, e a frequência dessas infecções tem aumentado significativamente nos últimos anos. Os resultados visam elaborar melhores estratégias de intervenção e profilaxia nas infecções causadas por estas espécies. Um projeto com iguais objetivos está sendo realizado neste mesmo laboratório, porém a espécie estudada será S. epidermidis, o que justifica a exclusão desta espécie neste projeto de pesquisa. Serão analisadas a presença de genes para produção de toxinas e biofilme, além da resistência a antibióticos como meticilina, oxacilina e vancomicina, em 100 amostras isoladas de pacientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, sendo que para cada espécie citada serão estudadas 25 amostras correspondentes. (AU)