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Efeito da associação de clorexidina a 2% à união de cimento de ionômero de vidro modificado por resina e resina composta à dentina previamente erodida

Processo: 10/19385-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Materiais Odontológicos
Pesquisador responsável:Linda Wang
Beneficiário:Martha Beteghelli Michielin
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Erosão dentária   Dentina   Refrigerantes   Resistência ao cisalhamento

Resumo

A erosão dentária é um evento clínico que resulta na perda de estrutura dentária provocada por ação química, sem envolvimento de microrganismo, podendo acometer esmalte e dentina. Um dos agentes principais é a bebida de refrigerantes do tipo cola. Quando a erosão acomete a dentina, o desconforto e a perda de estrutura se tornam os principais motivos para requerer tratamento restaurador. Resina composta e cimento de ionômero de vidro modificado por resina (CIVMR) são os materiais comumente indicados. Trabalhos recentes vem demonstrando a variabilidade da qualidade adesiva aos substratos após erosão por Coca-Cola quando do uso de sistemas adesivos. Paralelamente, na abordagem terapêutica, é atribuído à solução de clorexidina a 2%, a capacidade de se inibir as metaloproteinases expostas após condicionamento ácido, o que resultaria em maior durabilidade da interface adesiva das restaurações de resina composta ao longo do tempo. A clorexidina também tem sido comprovada como estratégia contra a erosão. Sob estes aspectos, não há evidências quando associado ao CIVMR, bastante indicado em restaurações de lesões cervicais resultantes de processo erosivo. O presente estudo avaliará, por meio da análise de resistência adesiva por microcisalhamento, as alterações provocadas pela erosão sobre a dentina, provocada laboratorialmente por refrigerante Coca-Cola®. O efeito do uso de solução de clorexidina a 2% será avaliado na qualidade adesiva dos dentes erodidos após 1 e 6 meses por meio da resistência adesiva por microcisalhamento. Oitenta dentes molares hígidos terão a porção coronária em esmalte removida, expondo a superfície de dentina. Em seguida, serão lixados de forma sequencial e padronizada e aleatoriamente divididos em dois grupos: SA- saliva artificial (controle) e CC- desafiados em coca cola por 3x/1min por 5 dias. Metade de cada grupo será tratado com clorexidina 2% após o condicionamento ácido ou previamente à aplicação do primer do CIVMR e metade seguirá o protocolo convencional. Metade dos dentes de cada situação será restaurado com Vitremer (CIVMR) ou com Single Bond 2/Filtek Z250, que serão inseridos em tubos Tygon com 1,0mm de altura por 0,79mm de diâmetro, obtendo-se três cilindros por espécime de dentina. Os mesmos serão mantidos em estufa por 37oC em saliva artificial, sendo renovada semanalmente. Após um mês, metade dos cilindros serão levados à máquina de ensaio universal (EMIC-0,5mm/min) para serem submetidos ao microcisalhamento. Metade continuará conservada conforme descrito acima, sendo testados ao final de 6 meses. Os dados, se em distribuição normal, serão processados por ANOVA a dois critérios (com ou sem clorexidina x normal/erodido) e Tukey (p<0,05) para cada um dos tempos avaliados. Teste t será aplicado na comparação de cada material restaurador nos dois tempos de avaliação propostos (p<0,05). (AU)

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