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Comparação entre a posição prona e a posição supina, associadas à ventilação oscilatória de alta frequência (voaf), quanto ao estresse oxidativo e lesão histopatológica em modelo de lesão pulmonar aguda (lpa) induzida em coelhos.

Processo: 11/00542-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2011
Vigência (Término): 31 de março de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Mário Ferreira Carpi
Beneficiário:Fábio Peres da Mota
Instituição Sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Estresse oxidativo   Lesão pulmonar aguda   Respiração artificial
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Estresse oxidativo | Lesão Pulmonar Aguda | ventilação mecânica | Pediatria - Medicina Intensiva Pediátrica

Resumo

Introdução:A Lesão Pulmonar Aguda (LPA) caracteriza-se por processo inflamatório que leva à quebra da barreira alvéolo-capilar com desenvolvimento de edema intersticial e alveolar, diminuição da complacência pulmonar, hipertensão pulmonar, desequilíbrio da relação ventilação/perfusão e hipoxemia refratária à administração de oxigênio, sendo sua forma mais grave a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA). A ventilação pulmonar mecânica (VM) constitui um dos pilares do tratamento da LPA/SDRA, sendo capaz de modificar a evolução da doença. A ventilação oscilatória de alta freqüência (VOAF) é método ventilatório que utiliza volume corrente mais baixo que o volume do espaço morto anatômico, com frequência bem acima da fisiológica, evitando as elevadas pressões e volumes alveolares típicos da ventilação convencional. Em decorrência da alta mortalidade observada na LPA/SDRA, outras estratégias terapêuticas, adicionais à VM, vêm sendo desenvolvidas, com destaque para a posição prona. A posição prona pode melhorar as trocas gasosas por várias razões: 1) redistribuição da ventilação para áreas pulmonares dorsais melhor perfundidas, com melhora da relação ventilação/perfusão nestas regiões; 2) homogeneização da distribuição do volume corrente; 3) recrutamento alveolar; 4) redirecionamento de forças compressivas exercidas pelo peso do coração sobre os pulmões e 5) facilitação da remoção de secreções.Considerando as características protetoras da VOAF e a capacidade de redistribuição da ventilação para áreas pulmonares melhor perfundidas, assim como o potencial de recrutamento da posição prona, nossa hipótese é que a somatória de efeitos benéficos da VOAF e da posição prona determina melhora mais acentuada do estresse oxidativo e da lesão histopatológica pulmonar quando comparada com VOAF e posição supina em modelo experimental de LPA induzida em coelhos.Objetivos:O objetivo do estudo será investigar o efeito da posição prona associada à VOAF sobre o estresse oxidativo e histologia pulmonar, comparando-o com a posição supina também neste modo ventilatório, em modelo experimental de LPA induzida em coelhos.Métodos: Trinta coelhos serão instrumentados e escolhidos ao acaso para compor 2 grupos experimentais: 1) Animais com LPA submetidos à VOAF em posição supina (VAFS; n=15); 2) Animais com LPA submetidos à VOAF em posição prona (VAFP; n=15). A LPA será induzida por meio de lavagens sucessivas do pulmão com soro fisiológico aquecido a 38oC em alíquotas de 30 mL/Kg, a uma pressão máxima de 30 cmH2O. Os animais serão colocados na VOAF após a indução da LPA, e então colocados em posição prona ou mantidos em posição supina. Serão ventilados inicialmnte com pressão média de vias aéreas (MAP) de 16 cmH2O e a cada 30 minutos a MAP será abaixada sucessivamente para 14, 12 e 10 cmH2O. Após 2 horas, todos os animais serão recolocados em posição supina e mantidos assim por mais 30 minutos. Durante os 150 minutos de experimento, os animais serão rigorosamente monitorados do ponto de vista ventilatório e hemodinâmico. O dano histopatológico pulmonar será quantificado por um escore que analisa sete variáveis (inflamação alveolar, inflamação intersticial, hemorragia alveolar, hemorragia intersticial, edema, atelectasia e necrose) com cinco graus individuais de gravidade para cada uma delas. O estresse oxidativo em amostra de tecido pulmonar será avaliado por meio da dosagem do Malondialdeído (MDA) por técnica colorimétrica, utilizando TBARS Assay Kit (Cayman Chemical Company, Ann Arbor, MI, USA). Para todos os testes estatísticos será utilizado nível de significância de 5%.

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