Busca avançada
Ano de início
Entree

Avaliação do metabolismo oxidativo em cepas de Trypanosoma Cruzi tratadas com Diaminas do Ferroceno

Processo: 10/17873-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2011
Vigência (Término): 31 de março de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia
Pesquisador responsável:Regina Maria Barretto Cicarelli
Beneficiário:Flávia Alves de Jesus Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Trypanosoma cruzi   Western blotting

Resumo

A doença de Chagas, cujo agente etiológico é o Trypanosoma cruzi, acomete milhões de pessoas na América Latina. Para o tratamento da doença,no momento estão disponíveis apenas dois medicamentos, o nifurtimox (5-nitrofurano), que não é utilizado no Brasil, e o benznidazol (2-nitroimidazole), cuja produção foi bastante reduzida. No entanto, para ambos os medicamentos, suas ações são limitadas, visto que dependem da fase da doença, das condições fisiológicas do hospedeiro, da suscetibilidade e variabilidade genética da cepa. Assim, a busca de novas substâncias continua sendo um desafio para a ciência brasileira, ao lado da compreensão do mecanismo de resistência às drogas tripanocidas. Alguns estudos relatam um aumento na produção de enzimas que atuam na defesa celular, as quais, provavelmente, poderiam ser responsáveis pela resistência de certas cepas do parasito. Tais enzimas têm funções importantes na sobrevivência e crescimento dos parasitos: superóxido dismutase (SOD), metaloenzima que elimina radicais superóxido ao convertê-los em peróxido de hidrogênio e oxigênio molecular; old yellow enzyme (OYE), que é uma NADPH flavina oxidoredutase e pode estar envolvida na redução de substâncias tripanocidas; e, peroxiredoxina (Prx), que catalisa a redução de peróxidos. O mecanismo de resistência a fármacos utilizados contra T. cruzi ainda é pouco conhecido, mas alguns experimentos relataram que parasitos resistentes ao benznidazol superexpressam algumas proteínas, quando expostos àquela substância. Os parasitos apresentam alta heterogeneidade morfológica, genética, comportamental e de quadros clínicos, conferindo patogenicidade e parasitemia diferentes em cada cepa, o que dificulta o tratamento da enfermidade. Recentemente, a equipe do laboratório da orientadora clonou e expressou o gene da proteína recombinante da peroxiredoxina (Prx) de T. cruzi, que após purificação foi utilizada na produção de anticorpos policlonais que revelaram, por Western blot, diferenças na expressão da enzima nos parasitos em cepas tratadas e não tratadas com benznidazol (manuscrito em preparação). Assim, este projeto pretende clonar e expressar os outros dois genes responsáveis pelas enzimas SOD e OYE, produzindo também anticorpos contra as respectivas proteínas recombinantes com o intuito de verificar, pela mesma técnica de Western blot, as modificações em seu nível de expressão em cepas tratadas ou não com Diaminas do Ferroceno, que mostraram intensa atividade tripnocida. A expressão de Prx também será igualmente avaliada.

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.