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Ação do material particulado fino (MP2.5 ) nas alterações do perfil de expressão gênica na carcinogênese de pulmão

Processo: 11/01253-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2011
Vigência (Término): 30 de abril de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Paulo Hilário Nascimento Saldiva
Beneficiário:Clarissa Scolastici
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57717-6 - Instituto Nacional de Análise Integrada de Risco Ambiental, AP.TEM
Assunto(s):Poluição atmosférica   Material particulado

Resumo

Estudos epidemiológicos correlacionam índices elevados de poluição atmosférica com aumento na mortalidade e morbidade em populações susceptíveis. Em uma exposição de longo prazo, um incremento de 10 ug/m3 da mistura complexa de material particulado está associada com 8% de mortalidade por câncer de pulmão. No entanto, ainda não está claro qual a contribuição específica para a carcinogênese das substâncias químicas adsorvidas no material particulado. Sabe-se que as mesmas substâncias que são carcinogênicas no cigarro, como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, metais de transição, ácidos graxos, e aldeídos, estão presentes no material particulado fino gerado nos processos secundários da química atmosférica. Assim como é observado em fumantes, talvez estes componentes sejam responsáveis pelos danos ao DNA, induções de mutações e iniciação da carcinogênese em indivíduos expostos à poluição. No Laboratório de Poluição, o uso do modelo de indução por uretana para a formação de nódulos pulmonares no estudo da carcinogenicidade da poluição atmosférica urbana tem sido esclarecedor tanto do papel promotor dos poluentes na formação de nódulos pulmonares quanto de seu papel acelerador e dose-dependente na progressão dos tumores de pulmão de animais. Além da tumorigenicidade, estudos com exposição aguda de camundongos à poluição urbana nos mostraram uma correlação dos picos de poluentes com a formação de micronúcleos. Animais submetidos à exposição crônica mostraram aumento da formação de micronúcleos mesmo com níveis de poluição considerados legalmente aceitáveis. Atualmente circulam em nossa cidade veículos que se utilizam de uma diversidade de combustíveis: diesel e biodiesel, gasolina, e alcóol. Nosso interesse neste estudo é comparar o papel mutagênico e carcinogênico relacionado aos diferentes combustíveis.