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Avaliação da mucosite oral como fator de risco para a doença do enxerto contra o hospedeiro após o transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas

Processo: 11/06904-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 18 de novembro de 2011
Vigência (Término): 17 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Maria Elvira Pizzigatti Correa
Beneficiário:Maria Elvira Pizzigatti Correa
Anfitrião: Mary Evelyn Dantas Flowers
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Seattle Cancer Care Alliance (SCCA), Estados Unidos  
Assunto(s):Estomatite   Doença enxerto-hospedeiro   Transplante homólogo   Células-tronco hematopoéticas

Resumo

A doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) é uma das complicações mais graves relacionadas ao transplante alogênico de células tronco hematopoiéticas (TCTH). Fatores de risco para o desenvolvimento da DECH são reconhecidos pela literatura. A mucosite oral ou do trato alimentar é um processo inflamatório decorrente da liberação de radicais livres induzidos pelas drogas citotóxicas utilizadas no condicionamento pré TCTH. Esses radicais livres dão início a uma série de eventos inflamatórios que resultam na exposição de antígenos teciduais, o que pode predispor a ocorrência de novos eventos inflamatórios subsequentes. Pouco se sabe sobre o papel da mucosite na etiopatogenia da DECH aguda/crônica. Os objetivos deste estudo são: determinar se a presença e a gravidade da mucosite oral estão associadas ao aumento do risco da DECH aguda (graus 2-4); determinar se a presença e a gravidade da mucosite estão associadas ao aumento do risco da DECH crônica, clássica ou de sobreposição, segundo os critérios de diagnostico do Consenso do Institute of Health (NIH) Consensus Development Project on Criteria for Clinical Trials in Chronic Graft versus Host Disease. Serão avaliados dados coletados prospectivamente sobre a mucosite oral de todos os pacientes adultos e pediátricos, submetidos ao primeiro TCTH alogênico aparentado ou não aparentado após regime de condicionamento mieloablativo utilizando como enxerto medula óssea, sangue periférico ou cordão umbilical, para tratamento de doenças hematológicas malignas, entre os períodos de Julho 1992 a Dezembro de 2008, no Oral Medicine e no Long Term Follow up Clinical Program Service -Fred Hutchinson Cancer Research Center, Seattle, USA. Serão incluídos os pacientes que tenham sido submetidos a pelo menos três avaliações da mucosite oral pela escala OMRAS (oral mucosal rating scale) no período agudo pós-condicionamento até a pega da medula. A avaliação para a DECH foram feitas entre os dias D+65 e D+120, D+180 e D+500 pós TCTH. Os fatores avaliados sobre a mucosite serão associados com os dados determinados como fatores de risco para a DECH previamente publicados. Espera-se ao final do estudo que os resultados possam ser acrescidos no entendimento da patogenia da DECH o que poderá identificar os pacientes de risco para o desenvolvimento da DECH e auxiliar os estudos de manejo da mucosite, diminuindo assim, a morbidade do TCHT. (AU)