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Participação do glutamato e óxido nítrico na fisiopatogenia de distúrbios neuropsiquiátricos

Processo: 05/02054-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2005
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2006
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Elaine Aparecida Del Bel Belluz Guimarães
Beneficiário:Paulo Domingues de Oliveira Junior
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:02/13197-2 - Participação do glutamato e óxido nítrico na fisiopatogenia de distúrbios neuropsiquiátricos, AP.TEM
Assunto(s):Esquizofrenia   Doença de Parkinson   Transtornos psicóticos   Transmissão sináptica   Dopamina   Óxido nítrico   Glutamatos   Rede nervosa   Canabidiol

Resumo

O glutamato é reconhecido como o principal neurotransmissor excitatório no sistema nervoso central de mamíferos. Seus receptores se dividem em dois grandes grupos, ionotrópicos e metabotrópicos. Enquanto 8 subtipos já foram propostos para os segundos, os receptores ionotrópicos são usualmente divididos em subtipos NMDA, AMPA e Caínio. Uma das conseqüências da ativação de receptores NMDA pelo glutamato é o influxo de cálcio, ocorrendo ativação da enzima sintase do óxido nítrico (NOS) e conseqüente formação do óxido nítrico (NO). Nos últimos anos nosso grupo tem sugerido a participação da neurotransmissão mediada por glutamato/NO em diversos distúrbios neuropsiquiátricos e/ou funções cerebrais. O objetivo geral do presente projeto é o de dar continuidade à investigação do papel da neurotransmissão mediada por glutamato e NO em transtornos ansiosos, afetivos, motores e psicóticos, bem como testar possíveis novas abordagens terapêuticas para estes distúrbios baseadas em intervenções farmacológicas nos sistemas glutamatérgico e/ou nitrérgico. Seis grupos de subprojetos são propostos. Os quatro primeiros envolvem de abordagem pré-clínica com modelos animais (exemplos: labirinto em cruz elevado, desamparo aprendido, exposição a predadores, estimulação elétrica/química de áreas aversivas, inibição pré-pulso, catalepsia, lesões motoras) e/ou estudos de alterações moleculares induzidas por tais exposições a tais modelos e/ou por drogas relacionadas a neurotransmissão gltamatérgica/nitrégica. Já os dois últimos grupos envolvem estudos clínicos em voluntários e/ou pacientes através da exposição a modelos indutores de ansiedade (simulação de falar em público) ou sintomas psicóticos (injeção de ketamina) e uso de métodos não invasivos de avaliação (ressonância nuclear magnética, espectroscopia, cortisol salivar). Considerando nossos resultados prévios e dados da literatura que sugerem interação entre o sistema glutamatérgico e endocanabinóide em psicoses, também será avaliado um possível potencial terapêutico do canabidiol, um dos componentes da Cannabis sativa. (AU)