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Envolvimento da proteína quinase ativada por AMP (AMPK) no controle central da fome e do metabolismo em tecidos periféricos

Processo: 05/01508-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2005
Vigência (Término): 30 de junho de 2006
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Marcio Alberto Torsoni
Beneficiário:Alex de Souza
Instituição-sede: Centro de Ciências da Saúde. Universidade Braz Cubas (UBC). Mogi das Cruzes , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:03/12738-2 - Envolvimento da proteína quinase ativada por AMP (AMPK) no controle central da fome e do metabolismo em tecidos periféricos, AP.R
Assunto(s):Hipotálamo   Proteínas quinases ativadas por AMP   Obesidade   Insulina

Resumo

O controle da ingesta através de mecanismos de sinalização celular no sistema nervoso central tem grande importância como controle da obesidade. É conhecido que sinais periféricos provenientes do aumento da massa adiposa, como secreção de leptina, ou ainda, pelo aumento da glicemia e conseqüente liberação de insulina, constituem um dos principais mecanismos de controle das reservas energéticas no corpo. A leptina é responsável pela ativação de sinais hipotalâmicos que resultam no aumento da expressão de neuropeptídeos anorexígenos e diminuição da expressão de orexígenos. O resultado deste quadro é a diminuição do apetite e aumento do gasto energético. Dados na literatura têm demonstrado que a inibição da enzima ácido graxo sintase e o conseqüente aumento na concentração de malonil-CoA (substrato da enzima) resulta na inibição do apetite em ratos. Estudos realizados com inibidores da acetil-CoA carboxilase (ACC), a enzima responsável pela produção do malonil-CoA, corroboram estes dados. Fisiologicamente, o controle da ACC é realizado pelo citrato e pela sua fosforilação induzida pela proteína quinase ativada por AMP (AMPK). Em ratos diabéticos a administração de AICAR ou metiformina (ativadores da AMPK) resulta em significativa melhora na resistência a insulina e controle da glicemia. A AMPK também desempenha papel importante na captação de glicose por mecanismo independente da insulina em músculo esquelético em contração. Neste tecido a ativação da AMPK ocorre diretamente pela ação da leptina ou então através da ativação tardia pelo parassimpático. Dados preliminares também demonstraram que a exposição do animal ao frio promove a fosforilação da AMPK resultando na fosforilação e conseqüente inibição da ACC. A utilização de C75 ou cerulenina , inibidores da ácido graxo sintase, resulta no aumento da concentração de malonil-CoA e diminuição da ingesta. Desta maneira o controle da atividade da ACC realizado pela AMPK pode ser importante para o controle central da ingesta. Em nosso modelo de estudo os animais quando expostos ao frio (4°C) apresentam um aumento na ingesta, ativação da termogênese e ativação da AMPK. Neste sentido, nosso interesse no desenvolvimento deste projeto está em investigar o envolvimento da via AMPK e ACC no controle hipotalâmico da ingesta e do metabolismo de carboidratos e lipídios em tecidos periféricos.