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Gramaticalização de perífrases conjuncionais na história do português

Processo: 06/02518-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de julho de 2006
Vigência (Término): 31 de março de 2007
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Sanderléia Roberta Longhin
Beneficiário:Fabiana Gonçalves dos Santos
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:02/12005-2 - Gramaticalização de perífrases conjuncionais na história do português, AP.JP
Assunto(s):Gramaticalização   Linguística histórica   Língua portuguesa

Resumo

Em sua primeira fase, um dos objetivos do projeto “Gramaticalização de perífrases conjuncionais na história do português” foi a constituição de um banco de textos escritos, que reúne material em prosa representativo de diferentes períodos históricos da língua portuguesa. Para constituição desse corpus, denominado “Amostra Diacrônica do Português”, foram observados critérios relativos à representatividade do material à luz de aspectos filológicos, como segurança na datação e nas edições utilizadas, e à luz da seleção entre gêneros e estilos de textos. No segundo caso, a opção foi pela formação de um corpus representativo de uma ampla variedade de gêneros e estilos. A demanda local por esse tipo de material, aliada ao constante incentivo de alguns dos colegas de departamento, evidenciou a importância de possibilitar o acesso dessa rica amostra de textos à comunidade científica, tão carente de fontes históricas para fundamentar suas investigações lingüísticas. Surgiu, desse modo, o projeto de tornar público o corpus por meio da informatização, armazenamento e disponibilização via internet. Em outras palavras, o objetivo é compor um banco de textos informatizados que estará à disposição, com a devida autorização, de pesquisadores dedicados ao estudo de vários aspectos da história da língua, bem como de estudiosos de áreas afins. Os textos serão disponibilizados nos formatos texto (DOC) e imagem (JPG). O padrão texto representa facilidades na realização de pesquisas lingüísticas, graças à possibilidade de aplicar recursos tecnológicos, tais como programas de computador, para o levantamento e aferição de dados empíricos. Já o padrão imagem representa uma forma de preservação de um tipo de material raro e de difícil acesso, e garante a observação e análise de aspectos gráficos dos textos antigos, bem como de outras peculiaridades desse tipo de dado. Se, por um lado, a criação das imagens está sendo conduzida sem percalços, com os equipamentos financiados pela Fapesp, por outro, a criação dos arquivos em formato texto implica, nas atuais circunstâncias, um trabalho técnico de digitação. Portanto, o êxito dessa etapa do projeto depende, quase exclusivamente, do apoio de uma equipe técnica responsável pela preparação do material em extensão DOC. Por isso, estão sendo solicitadas três bolsas de Treinamento Técnico, Nível I, para alunos dos cursos de graduação do IBILCE/UNESP, que atuarão nessa fase crucial do desenvolvimento do projeto, após um rigoroso treinamento oferecido pela coordenadora. Dada a dimensão da Amostra Diacrônica do Português, o tempo restrito para execução do projeto e a preocupação constante com a lei que regulamenta os direitos autorais, optei por tornar pública uma parte da Amostra, que fosse suficiente para a condução de investigações científicas. Conforme previsto no projeto, fiz um recorte em que determinei a disponibilização de uma coletânea de seis textos para cada um dos oito séculos. De cada texto, são tomadas 40 páginas, no máximo, o que equivale a cerca de 240 páginas por século, e aproximadamente 1920 páginas ao todo. Ou seja, o trabalho a ser feito pelos bolsistas compreende a digitação, formatação e correção desse conjunto de textos. Estabeleci com os candidatos que eles obedecerão a uma estratégia de trabalho, definida semanalmente, que prevê a indicação de dois bolsistas para o trabalho de digitação dos dados, enquanto o terceiro realiza os trabalhos de correção, que implicam o cotejamento entre o texto original e o texto digitado, e a realização dos acertos necessários. Caberá ainda ao corretor, no final de cada semana, a prestação de contas à professora coordenadora, que então fará a validação final das amostras digitadas. A cada semana, os auxiliares irão revezar na função de corretor. (AU)