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Polimorfismo da haptoglobina e retinopatia diabetica

Processo: 06/02182-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de julho de 2006
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2006
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Maria de Fatima Sonati
Beneficiário:Magnun Nueldo Nunes dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/02383-8 - Polimorfismo da haptoglobina e retinopatia diabética, AP.R
Assunto(s):Diabetes mellitus   População do Brasil   Retinopatia diabética   Bioquímica

Resumo

A haptoglobina (Hp) é uma alfa2-glicoproteína, produzida pelo fígado, cuja função básica é se ligar à hemoglobina (Hb) livre no plasma, impedindo a perda de ferro por excreção renal e prevenindo os efeitos oxidativos de seu acúmulo nos vasos. Além de antioxidante, a Hp é uma proteína de fase aguda, com propriedades imunomodulatórias. A molécula é constituída de duas cadeias alfa (variáveis) e duas cadeias beta (constantes) (alfa2beta2); o gene estrutural foi localizado em 16q22 e codifica ambas as cadeias (alfa e beta). Dois alelos comuns são identificados nos seres humanos: HP1, com 5 éxons, e HP2, com 7 éxons, originado de uma duplicação intragênica causada por um crossing over desigual entre dois alelos HP1. São assim formados três diferentes genótipos/fenótipos, HP1-1, HP2-1 e HP2-2, que correspondem a proteínas com atividades distintas, tanto no que se refere à ação antioxidativa, quanto de resposta imune. Diversos autores têm investigado a correlação entre esses fenótipos e a suscetibilidade e/ou evolução clínica em uma variedade de patologias, como neoplasias, infecções, doenças parasitárias, autoimunes, metabólicas, entre outras. Em pacientes diabéticos, tem sido sugerido que o fenótipo Hp1-1 confere uma resistência significativamente maior ao desenvolvimento da retinopatia diabética, nefropatia diabética e outras complicações vasculares, que os fenótipos Hp 2-1 ou 2-2. Os dados são, no entanto, ainda escassos e inconclusivos e não há, de nosso conhecimento, qualquer estudo feito na população brasileira. Assim, a proposta do presente projeto é comparar a distribuição dos genótipos de Hp, determinados pela reação em cadeia da polimerase (PCR), em grupos de pacientes diabéticos (dos tipos 1 e 2, com mais de 10 anos de doença), com e sem retinopatia, atendidos no HC da UNICAMP.