Busca avançada
Ano de início
Entree

Efeitos toxicogenômicos tardios de terapias antineoplásicas para linfomas

Processo: 08/06061-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2008
Vigência (Término): 31 de julho de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Daisy Maria Favero Salvadori
Beneficiário:Luciana Maria Feliciano
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/57805-0 - Efeitos toxicogenomicos tardios de terapias antineoplasicas para linfomas, AP.R
Assunto(s):Linfoma   Antineoplásicos

Resumo

Atualmente, o tratamento dos Linfomas de Hodgkin e Não-Hodgkin baseia-se na combinação de poliquimioterapia, associada ou não à radioterapia. Embora tais tratamentos levem a melhor prognóstico para os pacientes com câncer, é sabido que os agentes antineoplásicos podem induzir mutações gênicas e cromossômicas que, mais tarde, podem ser responsáveis pela iniciação de novos processos carcinogênicos ou de doenças degenerativas relacionadas a danos genéticos. Nesse contexto, é de se supor que os genes relacionados ao reparo de danos DNA, envolvidos na manutenção da integridade genômica, podem atuar na modulação do risco de desenvolvimento ou aparecimento de alterações secundárias induzidas por tais tratamentos. Portanto, considerando a escassez de dados referentes aos efeitos toxicogenômicos (sobre a expressão gênica) tardios das terapias antineoplásicas sobre genes do sistema de reparo do DNA e a necessidade de se entender o possível papel desses genes no desenvolvimento de neoplasias secundárias, o presente estudo tem por objetivo principal analisar o padrão de expressão dos genes XRCC1, hOGG1 e hMTH1 em pacientes que finalizaram a terapia antitumoral há pelo menos 2 anos. Além disso, serão avaliadas possíveis correlações entre polimorfismos de tais genes, os níveis de expressão e de danos no DNA. Para tanto, serão coletadas amostras de sangue periférico de 30 pacientes com até 30 anos de idade, de ambos os sexos, diagnosticados com linfoma e com tratamento antineoplásico finalizado há no mínimo 2 anos (Grupo 1); de 30 pacientes com diagnóstico atual de linfoma, mas ainda não submetidos a nenhum tipo de tratamento (Grupo 2); e de 30 indivíduos saudáveis e pareados por idade e sexo (Grupo 3). Como resultado, espera-se contribuir para o entendimento dos mecanismos envolvidos na gênese de patologias secundárias e auxiliar no estabelecimento de estratégias para a redução dos riscos e efeitos colaterais do tratamento antineoplásico.