Busca avançada
Ano de início
Entree

"pressões intraluminares na faringe, transição faringoesofágica e esôfago, em laringectomizados pré e pós-prótese traqueoesofágica"

Processo: 08/06776-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2008
Vigência (Término): 31 de março de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Lílian Neto Aguiar Ricz
Beneficiário:Ariane Damasceno Pellicani
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/04373-2 - Pressões intraluminares na faringe, transição faringoesofágica e esôfago, em laringectomizados pré e pos-protese traqueoesofágica, AP.R
Assunto(s):Manometria

Resumo

O sucesso do tratamento cirúrgico no câncer de laringe não pode apenas dar atenção à taxa de sobrevida. Está relacionado com a rápida reabilitação da voz e da fala. Depois do advento da prótese, a fala traqueoesofágica, em função da rápida reabilitação e efetivo desempenho da qualidade da voz tem sido, quando possível, o método de reabilitação mais aceito pelos especialistas e laringectomizados. Para entender como as estruturas do trato digestivo participam da produção do som traqueoesofágico, trabalhos que utilizaram a manometria como método de análise geralmente discutiram a pressão intraluminal do corpo e esfíncteres superior e inferior do esôfago, durante e após a deglutição, comparando os laringectomizados com indivíduos normais e algumas pesquisas relacionaram os achados da deglutição com a capacitação da fonação. O estudo da pressão intraluminal da faringe, da transição faringoesofágica e do esôfago em laringectomizados antes e após a introdução da prótese traqueoesofágica para a comunicação faz-se necessário, pois não são definidas as pressões observadas nessas regiões pré e pós colocação da prótese fonatória e, esses resultados podem ter aplicação diagnóstica na fonação, favorecendo a resolução das causas orgânicas impeditivas da comunicação oral. O objetivo deste trabalho é comparar as pressões intraluminares em laringectomizados antes e após a colocação da prótese fonatória traqueoesofágica: no esôfago distal, médio e proximal durante a deglutição e a emissão da voz e da fala; na transição faringoesofágica, durante o repouso e a emissão da voz e da fala; na faringe, durante a emissão da voz e da fala. Este estudo analisará 20 indivíduos que se submeteram a laringectomia total e serão encaminhados à punção secundária para colocação da prótese de fala da marca Provox ®, fabricado pela indústria sueca Atos Medical AB, conforme o interesse voluntário do laringectomizado em utilizar a prótese traqueoesofágica como meio de comunicação oral. Para a composição da amostra, será realizada revisão dos prontuários médicos de laringectomizados totais operados para identificação dos dados referentes à proposta cirúrgica. Serão selecionados somente os indivíduos submetidos a laringectomia total clássica, com fechamento das camadas mucosa, submucosa e muscular para reconstrução da faringe e aceitaram-se os indivíduos que foram submetidos ao esvaziamento cervical e radioterapia complementar. Inicialmente, os laringectomizados serão submetidos à coleta e registro do material de voz e da fala utilizando-se uma câmara de vídeo adaptada a um tripé. Além disso, as provas de voz e fala serão repetidas e registradas em laboratório de voz CSL4500 (Computerized Speech Lab), da marca KayPentax®. Serão solicitadas as seguintes provas: emissão prolongada das vogais "a", “i”, “u”, após a inspiração; emissão da contagem de números de um a vinte, após a inspiração; emissão da fala espontânea a partir do questionamento: “Quais as vantagens e desvantagens do uso da prótese vocal?“. Posteriormente os indivíduos serão encaminhados para manometria durante a deglutição líquida, para avaliar as pressões intraluminares no corpo do esôfago, e durante a emissão sonora da vogal prolongada “a”, para avaliar as pressões observadas no esôfago distal, médio e proximal, na transição faringoesofágica e na faringe. Serão consideradas as medidas da amplitude da pressão intraluminal, da sua duração e da área sob a curva registrada pela onda de pressão. A pressão da transição faringoesofágica em repouso também será avaliada. As avaliações se repetirão pré e pós colocação da prótese, comparando-se esses resultados por testes estatísticos, fixando-se o nível de significância (p) menor ou igual a 0,05 (5%).