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Fenologia de espécies de Floresta Atlântica do Estado de São Paulo: comparação entre estratos, influência de borda natural e importância da família Myrtaceae

Processo: 08/08344-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 30 de junho de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Leonor Patricia Cerdeira Morellato
Beneficiário:Claudio Bernardo
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/61759-0 - Fenologia de espécies de Floresta Atlântica do Estado de São Paulo: comparação entre estratos, influência de borda natural e importância da família Myrtaceae, AP.R
Assunto(s):Myrtaceae   Mata Atlântica   Fenologia

Resumo

Os estudos fenológicos são importantes para a compreensão da dinâmica dos ecossistemas florestais e para o entendimento da reprodução das plantas e regeneração, além de terem grande importância ecológica pois permitem estabelecer a época em que os recursos (como folhas, flores, frutos e sementes) estão disponíveis aos animais na comunidade. Poucos estudos fenológicos abordam a comparação entre tipos de vegetação e estratos ou o efeito de borda em florestas tropicais, em particular na floresta atlântica, ou avaliam a importância da fenologia de famílias mais representativas, como Myrtaceae, entre diferentes tipos de vegetação atlântica. A família Myrtaceae é uma das mais importantes na floresta atlântica, porém, sabemos muito pouco dos mecanismos regulatórios dos ritmos periódicos, de crescimento e de reprodução de suas espécies neste bioma tão complexo e ameaçado. Portanto, é evidente a necessidade de estudos que contribuam para o conhecimento desse grupo, que exerce grande dominância neste ambiente. O objetivo geral do presente estudo será avaliar a fenologia reprodutiva e vegetativa de espécies de floresta pluvial atlântica, com dois núcleos principais, descritos a seguir. (A) Entender a variação na fenologia reprodutiva e vegetativa de espécies de floresta atlântica de encosta entre estratos e entre o interior da floresta e a borda natural formada pelo rio da Fazenda, desenvolvida no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, nordeste do estado de São Paulo; (B) entender como varia a fenologia e frugivoria de espécies de Myrtaceae em três tipologias de floresta atlântica (duna, restinga e planície) no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, sudeste do estado de São Paulo; e (C) comparar os padrões fenológicos de Myrtaceae nas duas áreas procurando entender como varia a fenologia da família Myrtaceae na floresta atlântica. O projeto busca responder às seguintes questões específicas - no Núcleo Picinguaba: 1) O padrão fenológico difere entre espécies do sub-bosque e dossel? 2) A fenologia nos estratos está relacionada aos fatores climáticos? 3) O padrão fenológico das espécies difere entre a borda natural e o interior da floresta? e 4) Para avaliar o efeito de borda, não só na perspectiva da comunidade, serão desenvolvidos estudos de caso com espécies pré-selecionadas respondendo à questão: a produção de flores e frutos, a freqüência de polinização e o sucesso reprodutivo difere entre a borda e o interior da floresta? - na Ilha do Cardoso: 5) A floração e frutificação variam nas espécies de Myrtaceae entre os diferentes tipos de vegetação? 6) A fenologia está relacionada a fatores climáticos ou pode ser resultado de limitações filogenéticas? 7) A frutificação ocorre de forma seqüencial ou agrupada nas espécies estudadas e pode ser relacionada aos agentes dispersores? 8) O tamanho do fruto está relacionado ao tempo total necessário para o seu desenvolvimento, influenciando dessa forma a frutificação? 9) Avaliar as predições da hipótese filogenética para os padrões de floração e frutificação das espécies de Myrtaceae ocorrentes em floresta atlântica do sudeste do Brasil, onde o clima parece não impor restrições ao comportamento fenológico das espécies. As fenofases botão, antese, fruto imaturo e maduro, brotamento e queda de folhas estão sendo acompanhadas mensalmente (dois anos de observações).