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Avaliação da capacidade termogênica do tecido adiposo marrom das proles de Ratos Wistar fêmeas cujas mães receberam restrição de cloreto de sódio na dieta durante a gestação e amamentação

Processo: 08/10354-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2008
Vigência (Término): 31 de julho de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luzia Naoko Shinohara Furukawa
Beneficiário:Karen Lucasechi Lopes Jang
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/52777-8 - Avaliação da capacidade termogênica do tecido adiposo marrom das proles de Ratos Wistar fêmeas cujas mães receberam restrição de cloreto de sódio na dieta durante a gestação e amamentação, AP.R
Assunto(s):Nefrologia   Termogênese   Obesidade

Resumo

Mecanismos de produção (termogênese) e dissipação de calor são importantes na regulação da temperatura corpórea. Quatro tipos de termogênese são conhecidos: termogênese obrigatória, efeito termogênico do alimento, termogênese resultante de atividades físicas e termogênese adaptativa. A obesidade pode ser resultado do desequilíbrio entre consumo e gasto energético, incluindo a termogênese. O tecido adiposo é o principal reservatório de energia química. Suas células armazenam lipídeos em forma de triacilgliceróis (TAG). A energia química contida nestas substâncias é liberada sempre que necessário. Existem 2 tipos de tecido adiposo, o tecido adiposo branco (TAB) cujas células armazenam apenas uma única e grande gota de TAG e o tecido adiposo marrom (TAM) cujas células possuem numerosas gotículas de TAG e têm um grande número de mitocôndrias espalhadas em seu citoplasma. As mitocôndrias do TAM são diferenciadas, possuindo numerosas cristas formadas por membranas internas. Estas membranas contem com uma proteína chamada proteína desacopladora mitocondrial 1 (UCP1). A UCP1 é um condutor de prótons através da membrana interna da mitocôndria, sendo responsável pela dissipação de energia no tecido adiposo marrom. Este processo foi recentemente descrito como sendo dependente da coenzima Q (1,2). Este processo foi recentemente descrito como sendo dependente da coenzima Q. O TAM é inervado pelo sistema nervoso simpático (SNS) que libera noradrenalina ativando receptores ² adrenérgicos e promovendo a proliferação celular, mitocondriogênese e maior expressão e ativação da UCP1. Na obesidade pode ocorrer transformação do TAM em tecido adiposo branco (TAB), mediada pela leptina em resposta a estímulo do SNS. A produção da leptina está diretamente relacionada à quantidade de massa de tecido adiposo. No sistema nervoso central, o hipotálamo recebe a informação através da leptina sobre a quantidade de TAB no organismo, ocorrendo redução no consumo alimentar e aumento no gasto energético. O desenvolvimento fetal é influenciado pela nutrição materna. Ozanne et al. observaram baixo peso ao nascimento e desenvolvimento de obesidade na idade adulta em prole de camundongos de mães que receberam uma nutrição hipocalórica durante a gestação. Estudos do nosso laboratório demonstraram aumento da massa do tecido adiposo marrom, diminuição da concentração de leptina plasmática e o desenvolvimento de obesidade em prole adulta feminina cujas mães foram alimentadas com dieta restrita em sódio durante a gestação e amamentação. Este fenômeno indica que a restrição de sódio no período perinatal interfere no metabolismo lipídico na prole adulta. Neste estudo, pretendemos avaliar a termogênese no tecido adiposo marrom das proles de fêmeas cujas mães receberam dieta restrita em sódio durante a gestação e amamentação para tentar entender os mecanismos de desenvolvimento de obesidade nestes animais.