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Vírus da febre amarela: diagnóstico, aspectos moleculares e interferência de RNA

Processo: 08/10558-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2008
Vigência (Término): 31 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Maurício Lacerda Nogueira
Beneficiário:Tatiana Elias Colombo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:04/11098-2 - Vírus da febre amarela: diagnóstico, aspectos moleculares e interferência de RNA, AP.JP
Assunto(s):Flavivirus   Virologia   Febre amarela

Resumo

Febre amarela é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus da febre amarela (Yellow fever, YF). É uma arbovirose (virose transmitida por artrópode que é endêmica na América do Sul e na África). Caracteriza-se, na maioria das vezes, por uma doença de manifestação sub clínica ou leve. Porém nas formas graves apresenta mortalidade entre 20 a 50%. Apesar do diagnóstico dos casos graves não envolverem uma grande dificuldade, acredita-se que casos de hepatopatias agudas cuja etiologia não é identificada possam ser causados por YF, especialmente em regiões de ciclo silvestre. Desta forma, um dos objetivos deste projeto será a avaliação sistemática dos casos de hepatopatias agudas cujo diagnóstico etiológico não esteja estabelecido para isolamento e caracterização da presença do YF. Devido à infestação urbana de A. aegypti não seria uma surpresa a reurbanização da febre amarela no Brasil. Além disto, recentemente foram descritos alguns episódios epidêmicos de febre amarela em Minas Gerais (Phillipis et al., 2002) e Pará (Vasconcelos et al., 2001). Neste contexto São José do Rio Preto é de particular importância. Situado na região noroeste do estado de São Paulo, a cidade está próxima da região de transição da febre amarela. Nossa instituição (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - FAMERP) está vinculada ao Hospital de Base, o maior centro médico do interior de São Paulo com uma região de abrangência que envolve os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. São José do Rio Preto é um grande entroncamento rodoviário ligando as regiões norte e centro-oeste ao sul e sudeste e é área de grande infestação de Ae. aegypti, tento ocorrido diversos surtos de dengue na região (Chiaravalloti-Neto et al., 2002.). Esta situação nos leva a destacar a importância desta região para a vigilância e controle da febre amarela. Nosso objetivo, a longo prazo, é atuar na forma de auxiliar a impedir a reurbanização da febre amarela, através de um sistema de diagnóstico rápido e busca ativa de casos atípicos, e com a formação de um centro de pesquisa e diagnóstico de arboviroses e viroses emergentes. Além do diagnóstico, este centro será também um centro de pesquisa em virologia básica. Na etapa proposta por este projeto, estudaremos as interações proteína-proteína com NS5 de YF e seus parceiros celulares. O conhecimento destas interações é de fundamental importância para a nova abordagem proteômica e molecular de design racional para drogas. O conhecimento destas interações e seu papel no ciclo replicativo viral permitirá, no futuro, o desenho de drogas que inibam especificamente uma interação proteína-proteína que seja fundamental para o ciclo replicativo viral. De fato, este modelo já tem sido utilizado para desenho de drogas contra Herpes. Outro aspecto de virologia básica a ser implementado é a técnica de interferência de RNA. Esta metodologia nos permite uma inibição específica do RNA alvo. Este capacidade é especialmente interessante em vírus de RNA como o YF, que podem ser completamente inibidos por esta abordagem. Objetivos: O Objetivo deste projeto de jovem pesquisador é a implantação de um centro de pesquisa básica e aplicada em febre amarela na FAMERP. Para atingir este objetivo teremos três subprojetos com diferentes objetivos: I - Desenvolver um sistema de iRNA para inibir a replicação de YFII - Identificar novas interações proteína-proteína com NS5 de YFIII - Desenvolver e implementar um sistema de vigilância laboratorial para YF em pacientes com hepatopatias agudas de etiologia não determinada. (AU)

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