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Obtenção de população recombinante para mapeamento de características de importância econômica em seringueira [Hevea brasiliensis (Willd. ex ADR. de Juss.) Muell.-Arg.]

Processo: 09/07556-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2009
Vigência (Término): 30 de setembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Paulo de Souza Gonçalves
Beneficiário:Natasha Bosnyak Ferreira
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/52922-8 - Obtencao de populacao recombinante para mapeamento de caracteristicas de importancia economica em seringueira [hevea brasiliensis(willd. ex adr. de juss.) muell.-arg.]., AP.R
Assunto(s):Hevea   Seringueira   Biologia molecular   Diversidade genética   Marcador molecular

Resumo

A seringueira pertencente ao gênero Hevea, da família Euphorbiaceae, tem a Hevea brasiliensis [(Willd. ex Adr. de Juss.) Muell.-Arg.] como a espécie mais importante do gênero. Na Ásia, ela é a principal fonte de borracha natural. Em 2007 mais de 70% da produção mundial originou-se na Tailândia, Indonésia e Malásia, com 36%, 24% e 14% respectivamente da produção mundial. A área total estimada de seringueira plantada no mundo é superior a 10 milhões de hectares, tradicionalmente cultivados na região equatorial, situados entre 10º Norte e Sul do Equador.A despeito de ser o berço das espécies desse gênero, o Brasil contribuiu em 2007, com apenas 1% da produção mundial e consumiu em torno de 3,0% de um total de 8,03 milhões de toneladas da demanda mundial (IRSG, 2008). No Brasil, a história da produção da borracha vegetal mostra que o país desfrutou da condição de principal produtor e exportador no final do século XIX, passando a ser importador dessa matéria-prima no início dos anos cinqüenta do século passado (Gonçalves, 2002). Ressalta-se também, que em 2007 a produção brasileira foi de 108 mil toneladas para um consumo de 300 mil toneladas.Para um país que possui em relação aos demais países, área incomparavelmente maior para o plantio de seringueira, o déficit de produção significa, no mínimo, descaso do governo para um produto estratégico de tão alto valor econômico-social. Particularizando as áreas de escape, só o Estado de São Paulo possui 14 milhões de hectares aptos à heveicultura. No Brasil, São Paulo é o primeiro produtor de borracha natural, com uma produção em 2007 de aproximadamente 51 mil toneladas, ou seja, mais de 50% de produção nacional.De acordo com dados do IRSG (2008), em 2007, a produção mundial de borracha natural atingiu 9.687.000 toneladas, das quais o Brasil contribuiu, apenas, com 108.500 toneladas, cerca de 1% do total. Nesse ano o consumo nacional foi de 300.000 t., ou seja, o Brasil importou-se 2/3 da borracha consumida no país (IBGE, 2008). Programas de melhoramento genético da seringueira têm sido fundamentais para o aumento de produção e obtenção de outros caracteres desejáveis. A seringueira por ser uma cultura perene, tem um longo ciclo de melhoramento (Priyadarshan e Clement-Demange, 2004; Marques et al., 2002 e Tan, 1987), pelo fato de envolver diversas etapas de avaliação e seleção. Segundo Gonçalves et al. (1988) são necessários cerca de 30 anos para obter-se uma variedade melhorada, partindo-se da polinização controlada à recomendação final de um clone. Com o intuito de reduzir o período, vários autores (Subramanian, 1980; Tan et al. 1981, Marques & Gonçalves, 1990), consideram que qualquer mudança que possa ser efetuada para reduzir a extensão do ciclo de melhoramento sem reduzir o ganho genético, pode resultar em um programa mais eficiente.Entre os caracteres fenotípicos importantes a serem melhorados em cultivares de seringueira, há a necessidade de se obter de novas cultivares adaptáveis a regiões mais frias e secas, denominadas de área de escape que corresponde a boa parte da região Sudoeste do Brasil. A Hevea brasiliensis é uma espécie de árvore originada de clima tropical úmido e desta forma, vulnerável a baixas temperaturas (Devakumar et al. 1997, Roy et al., 2004). Esta adaptação da cultura a áreas de escape constitui, no momento, o principal ponto para o sucesso da heveicultura no Brasil e no mundo. O maior problema do cultivo da seringueira em regiões de clima tropical úmido é que essa condição climática de alta temperatura e alta umidade relativa do ar é favorável para o desenvolvimento do mal-das-folhas, causada pelo ascomiceto Microcyclus ulei (P. Henn) v. Arx. Apesar de anos de pesquisas realizados por diferentes grupos no mundo, até o momento não foi possível obter-se cultivares resistentes a este fungo. Sendo assim, a opção viável para o cultivo rentável da seringueira é plantá-la em "áreas de escape" onde o fungo não pode se desenvolver... (AU)

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