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Estudo dos eglídeos (Crustacea: Decapoda: Anomura: Aeglidae) do estado de São Paulo

Processo: 09/08298-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Sérgio Luiz de Siqueira Bueno
Beneficiário:Felipe Pereira de Almeida Cohen
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57128-0 - Estudo dos eglídeos (Crustacea: Decapoda: Anomura: Aeglidae) do Estado de São Paulo. projeto 1: levantamento e taxonomia das espécies de Aegla na área cárstica do Alto Ribeira, Sul do Estado de São Paulo. ., AP.R
Assunto(s):Maturidade sexual   Crescimento animal   Zoologia (classificação)

Resumo

Projeto 1. Considerando o alto endemismo apresentado por várias espécies troglóbias e troglófilas de eglídeos e o fato de que muitas áreas da região cárstica do Alto Ribeira permanecem ainda inexploradas do ponto de vista do levantamento da fauna de invertebrados de riachos de cavernas, é possível inferir que há um elevado potencial para a descoberta de novas espécies de Aegla na região. A presente proposta visa contribuir para o conhecimento das espécies de Aegla com ocorrência nos meios hipógeo e epígeo na área cárstica do Alto Ribeira, SP, através de levantamentos baseados em coletas em diferentes micro-bacias por um período de dois anos, com ênfase nas áreas pouco ou nada investigadas. O trabalho também prevê a descrição de duas espécies novas já amostradas recentemente na região, além de outras espécies novas que venham a ser amostradas. Exemplares coletados de espécies conhecidas e das espécies novas (holótipo e série de parátipos) serão depositados na coleção carcinológica do Museu de Zoologia da USP. Projeto 2. A população de Aegla perobae, encontrada em um córrego na área denominada Gruta da Peroba, município de São Pedro, será amostrada mensalmente com o auxílio de armadilhas semelhantes a covos, durante um período de 18 meses. As análises de crescimento relativo serão efetuadas com base nas medidas do comprimento da carapaça (variável independente) e do comprimento e altura do própodo das quelas maior e menor do primeiro par de pereópode (variáveis dependentes). O tamanho médio da maturidade morfométrica será calculado mediante interpolação da função logística dos dados distribuídos por classe de comprimento da carapaça, visando determinação do tamanho médio em que 50% dos indivíduos da população são caracterizados como adultos. Este mesmo procedimento também será aplicado para o cálculo do tamanho médio da maturidade funcional para cada sexo. O tamanho da população será estimado a cada 3 meses, coincidindo com cada estação do ano, durante um período de 01 (um) ano (total 4 estimativas), Cada estimativa será conduzida por um período de 7 dias consecutivos no campo. O cálculo destas estimativas será feito de acordo com o método de Schumacher-Eschmeyer para populações fechadas e envolverá múltiplos eventos de marcação e recaptura de indivíduos da população. Tentativas de localização de outras populações de Aegla perobae serão feitas mediante inspeção de outros córregos no município de São Pedro e outros municípios adjacentes que contribuam para a composição do sistema hidrográfico na região. As informações que serão obtidas deste levantamento (área de ocorrência e distribuição geográfica) e os resultados de estimativa do tamanho da população serão considerados na avaliação do grau de extinção de Aegla perobae, de acordo com os critérios sugeridos pela IUCN. (AU)