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As macrófitas aquáticas nas bordas do rio: composição, biomassa, área de cobertura e a decomposição da matéria orgânica particulada na água e a colonização concomitante por invertebrados aquáticos

Processo: 09/08229-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Ensino Público
Vigência (Início): 01 de junho de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Raoul Henry
Beneficiário:Maria Antonia de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57962-0 - A pesquisa participativa no diagnóstico da qualidade da água no Rio Guareí (Angatuba, SP) e seus efeitos na melhoria do ensino público, AP.EP
Assunto(s):Qualidade da água   Plantas aquáticas

Resumo

Nos dois trechos do Rio Guareí e no local de referência, serão coletadas amostras de plantas aquáticas presentes na zona litorânea do curso de água. As plantas serão identificadas com auxilio das seguintes literaturas: a) "Plantas daninhas do Brasil. Terrestres, aquáticas, parasitas, tóxicas e medicinais" de Lorenzi (1991); "Plantas aquáticas do Pantanal" de Pott & Pott (2005). Consultas à internet serão também empreendidas e, na impossibilidade de identificação, amostras serão entregue aos especialistas em taxonomia vegetal. A biomassa total e suas frações (submersa, emersa e flutuante) serão determinadas, a partir de amostras coletadas em área padronizada (por exemplo, 0,50 m x 0,50 m), utilizando metodologia descrita em Pompeo & Moschini-Carlos (2001). As amostras das plantas, separadas segundo a sua categoria taxonômica, serão levadas para estufa e o peso seco será determinado após atingir peso seco constante. A biomassa total de cada espécie coletada será expressa em g.m-2 e a participação relativa de cada fração será apresentada em porcentagem do total. A área de cobertura das plantas aquáticas na zona litorânea (eventualmente presente nas duas margens em cada trecho do rio) será determinada com mensuração no campo, usando treina. Considerando conhecer previamente área do trecho do rio em estudo (largura média do canal x comprimento do trecho), poderá ser obtida a área relativa em porcentagem ocupada pelas plantas aquáticas em relação à área total da zona do curso de água investigado. Este procedimento será repetido duas vezes por ano (estações seca e chuvosa), visto que tanto composição, biomassa e área de cobertura das plantas aquáticas na zona litorânea podem diferir temporalmente. Sua importância como local de residência, refúgio e reprodução da fauna aquática será descrita após consulta à bibliografia, levantada por meio da internet. Para a decomposição, adaptaremos a metodologia descrita em Stripari & Henry (2002) para as condições locais. "Sacos" de decomposição medindo 15 x 20 cm em tamanho tendo 2 mm de malha serão usados para avaliação do processo de decomposição de planta aquática dominante e colonização concomitante por invertebrados. Em cada um dos dois trechos do rio, 24 sacos (12 para a decomposição e 12 para a colonização por invertebrados) serão incubados na água. Em cada trecho, serão introduzidas 15 g (Peso Seco) da planta aquática dominante amostrada nas margens do Rio Guareí. Após 1, 7, 14, 28, 56 e 72 dias de incubação, 4 "sacos" (2 para a decomposição e 2 para a colonização) serão removidas da água em cada período. O material remanescente será lavado acima de peneira de 0,250 mm de malha para a triagem dos invertebrados. O material biológico será fixado em formol 4% e identificado. O material vegetal remanescente será seco em estufa e pesado. A densidade total de invertebrados em colonização durante a decomposição será expressa em indivíduos/g.Peso seco. Os valores obtidos em cada dia de remoção serão plotados num gráfico com finalidade comparativa e eventuais tendências (aumento, diminuição ou constância). Curva de percentagem de material remanescente desde o inicio (dia 0, onde 15 g Peso Seco = 100%) até o final do experimento (dia 6, após 72 dias de incubação) será traçada para trecho do rio e permitirá detectar a gradual decomposição da planta estudada. Os dois experimentos serão realizados duas vezes no ano, um no período seco e outro no período chuvoso. Eventuais variações serão explicadas também em função da temperatura da água, medida em cada dia da remoção dos "sacos". (AU)