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Treinamento em sistemática de Anopheles (Diptera: Culicidae) da região neotropical

Processo: 09/09299-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Maria Anice Mureb Sallum
Beneficiário:Ivy Luizi Rodrigues de Sá
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/53973-0 - Sistemática de Anopheles (Nyssorhynchus) (Diptera: Culicidae), AP.TEM
Assunto(s):Anopheles   Culicidae   Malária   Vetores de doenças   Entomologia médica

Resumo

É inegável que, na problemática representada pelas doenças veiculadas por artrópodes, reside alguns dos maiores interesses da nação, com profundos reflexos sociais. Somente em relação à malária, considere-se a sua ocorrência, cuja cifra ultrapassa a dos 600.000 casos anuais. No entanto, é evidente a atual escassez de conhecimentos disponíveis em relação ao principal grupo de insetos vetores do Brasil. Diante desse quadro, o projeto temático objetiva o estudo de grupo de anofelíneos de importância epidemiológica por incluir mosquitos vetores de malária. O subgênero Nyssorhynchus é problemático e a identificação das espécies é dificultada pela falta de chaves atualizadas, bem como pelo polimorfismo e sobreposição dos caracteres morfológicos usados na delimitação dos táxons. Dessa maneira, faz-se necessário o emprego de sequências de nucleotídeos do ITS2 do rDNA, bem como de genes mitocondriais e nucleares como instrumentos auxiliares para a tomada de decisões sobre a existência de complexos de espécies crípticas e delimitação dos táxons. Nesse sentido, o projeto temático objetiva dar subsídios tanto para a identificação das espécies como para a delimitação dos táxons. Permito-me assinalar que a identificação correta das espécies envolvidas nos ciclos de transmissão da malária é fundamental para o desenho de estratégias de controle e estudos epidemiológicos de incriminação de vetores. Obviamente, o desenvolvimento adequado do projeto depende do emprego de técnicas de biologia molecular. Nesse sentido, serão geradas tanto sequências de bases do espaçador interno transcrito 2 (ITS2) do DNA ribossômico como de genes nucleares e mitocondriais para diversas populações de cada táxon estudado. Para obter as sequências únicas de genes nucleares e do ITS2, geralmente, é necessário clonar amplicons obtidos por PCR. As técnicas de clonagens demandam tempo e conhecimentos para evitar contaminações e obter resultados satisfatórios. Em resumo, a demanda por trabalho técnico é imensa. Além disso, a presença de um bolsista TTII será de fundamental importância para a manutenção das atividades do laboratório. Face às considerações expostas, parece não haver dúvidas quanto a necessidade de que se reveste para o projeto, o vínculo de um técnico. (AU)