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Paleoclima do quaternário tardio brasileiro a partir das razões isotópicas de oxigênio e carbono em espeleotemas

Processo: 09/11572-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2009
Vigência (Término): 31 de agosto de 2010
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Pesquisador responsável:Francisco William da Cruz Junior
Beneficiário:Thaize Segura Baroni
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/06761-0 - Paleoclima do quaternário tardio brasileiro a partir das razões isotópicas de oxigênio e carbono em espeleotemas, AP.JP
Assunto(s):Quaternário   Paleoclimatologia   Espeleotemas   Isótopos estáveis   Geoquímica isotópica

Resumo

Registros das razões isotópicas de oxigênio e carbono em espeleotemas, datados pelo método U/Th, consolidaram-se nos últimos anos como um dos melhores indicadores paleoclimáticos de regiões (sub)tropicais. Nesse contexto, o Brasil é um dos países com maior potencial para tais estudos isotópicos. Primeiro, porque possui cavernas geograficamente bem distribuídas em grande amplitude latitudinal. Segundo, porque resultados de estudos preliminares demonstraram, de forma inédita, como variações de insolação, devido aos mecanismos de precessão (ciclos de ~ 23 mil anos) e obliquidade (ciclos de ~ 40 mil anos), produzem mudanças no regime de chuvas e temperatura no sul-sudeste do Brasil, durante o Quaternário Tardio. Além disso, constatou-se que o clima passado dessa região foi também significativamente impactado por mudanças paleoclimáticas, em escala milenial, documentadas em alta latitude, especialmente durante os eventos Heinrich. O presente projeto visa ampliar estes estudos para diferentes áreas no Brasil tropical, tendo em vista caracterizar variações regionais e temporais do clima durante o Pleistoceno Tardio e Holoceno. O trabalho possui como metas: i) investigar como as monções de verão respondem às variações de insolação de verão, entre outros mecanismos, que afetam a circulação atmosférica em larga-escala na América do Sul, ii) discutir a importância e variabilidade de fenômenos climáticos de mais alta freqüência temporal associado a variações da temperatura da superfície marinha (TSM), como El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e Oscilações do Atlântico Norte (OAS). Em paralelo ao estudo paleoclimático, pretende-se também monitorar a composição isotópica (O e H) e parâmetros hidroquímicos (principais cátions e ânions, parâmetros físico-químicos) da água meteórica que participa na formação de espeleotemas, tendo em vista guiar a interpretação do sinal climático de espeleotemas antigos.

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