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Estabelecimento de uma nova estratégia de clonagem in vitro de Catasetum, Cattleya, Cymbidium e Oncidium (Orchidaceae) por meio da utilização de caules estiolados

Processo: 09/14496-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2009
Vigência (Término): 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Gilberto Barbante Kerbauy
Beneficiário:Paula Farias de Moura Coutinho
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/51177-2 - Estabelecimento de uma nova estrategia de clonagem in vitro de catasetum, cattleya, cymbidium e oncidium (orchidaceae) por meio da utilizacao de caules estiolados., AP.R
Assunto(s):Clonagem   Hormônios vegetais   Orquídea

Resumo

A clonagem de plantas in vitro é utilizada, principalmente, com o objetivo de elevar a taxa de multiplicação, eliminação de patógenos, redução de custos e aceleração da disponibilização dos produtos no mercado. No nosso laboratório, esta ferramenta de trabalho vem sendo utilizada, rotineiramente, ao longo de mais de duas décadas, em estudos de processos básicos de fisiologia e ao aprimoramento da técnica de micropropagação, principalmente de orquídeas, visando a obtenção de maior estabilidade genética dos regenerantes em cultivos de longa duração. Plantas do gênero Catasetum apresentam atividade indeterminada do meristema apical caulinar (MAC) quando incubadas no escuro, originando em pouco tempo longos estolões com crescimento indeterminado, comportamento raro no reino vegetal. Cada nó do caule estiolado possui uma gema lateral, que quando isolada e incubada no claro forma rapidamente uma planta completa, facilitando a micropropagação. A maioria dos eventos fotomorfogênicos envolve a atuação de hormônios e de mensageiros secundários. O objetivo deste estudo é compreender os efeitos da ausência de luz, do etileno, da giberelina, do CO2 e do óxido nítrico (NO) na atividade do MAC de C. fimbriatum. Buscar-se-á induzir o estiolamento e sua manutenção prolongada em orquídeas comerciais dos gêneros Oncidium, Cattleya e Cymbidium, visando o estabelecimento de uma metodologia de micropropagação baseada naquela utilizada para C. fimbriatum. Para tanto, serão utilizadas plantas micropropagadas de C. fimbriatum (clone CFC1), e estas acima indicadas, obtidas por meio da germinação assimbiótica. Após 120 dias de incubação, as plantas serão transferidas para o escuro e tratadas com diferentes concentrações de ácido giberélico, paclobutrazol (inibidor de biossíntese de giberelina), etileno, 1-metilciclopropeno (inibidor da ação do etileno), nitroprussiato de sódio (doador de NO), e carboxi-PTIO (seqüestrador de NO). Análises semanais dos teores de etileno e CO2 acumulados nos frascos serão conduzidas por meio de cromatografia gasosa e a quantificação de NO será realizada por meio do método de quimiluminescência. Após 90 dias de tratamento no escuro serão medidos o tamanho e número de nós dos caules estiolados e eventuais gemas laterais liberadas, além das massas fresca e seca desses estolões. Verificar-se-á a porcentagem de plantas regeneradas através do cultivo in vitro de segmentos dos caules estiolados em diferentes intensidades luminosas, de forma a desenvolver protocolos de micropropagação para as diferentes espécies. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: